Brasil

Veja quais são os direitos das pessoas com autismo no Brasil

Em 2012, a Lei Berenice Piana (Lei nº 12764/2012) instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, conseguindo equiparar a pessoa no espectro autista à pessoa com deficiência.

Com isso, essa parcela da população conquistou diversos direitos, a começar pela carteirinha de identificação, como adaptação de ambientes ruidosos de trabalho e estudo, auxílio assistencial, prioridade no ressarcimento no imposto de renda, medicamentos gratuitos, meia-entrada em qualquer espaço cultural de lazer, vaga em estacionamentos e 80% de redução da passagem dos acompanhantes de pessoas com autismo, entre outros benefícios.

Atualmente, existem políticas públicas e rede de apoio para as mães atípicas. Cuidadores principais podem procurar, além dos órgãos de defesa da categoria, núcleos nas faculdades que prestam esse atendimento.

Desafios diários
A presidente da Comissão de Defesa das Pessoas com Autismo da OAB-DF, Flávia Dias Amaral, é mãe atípica: tem um filho de 4 anos diagnosticado com nível 2 de autismo. De acordo com ela, a maior dificuldade enfrentada pelos pais atípicos é na mediação escolar, para que as instituições coloquem pessoas que entendam as particularidades da pessoa autista. “As pessoas acreditam que o autista de nível 1 não tem dificuldades, mas ele é mais produtivo em um ambientes adaptados”, ressalta a especialista.

Também na categoria das mães atípicas, Cíntia Rogner contou a experiência que teve com o filho de 9 anos, diagnosticado com autismo aos 3: “Ele demorou a desenvolver a fala. O Fábio não me obedecia, não dava tchau, não interagia… Eu me achava uma mãe muito incompetente, até que o levei à fonoaudióloga e ela o encaminhou para um neurologista. Rapidamente o profissional identificou o autismo e passei para uma psicóloga especializada”.

Cíntia lembrou que o menino precisou de ajuda para procedimentos aparentemente simples, como se comunicar e interagir: “A incompreensão pega. Autismo, você não vê na cara, então as pessoas perguntam: ‘por que você está na fila?’ E a gente tem que explicar que, para a pessoa autista, esperar é uma agonia; elas possuem baixa tolerância à frustração e à sobrecarga ambiente. São crianças que precisam aprender a brincar e se relacionar. Precisamos habilitar esses meninos para o mundo e para a vida, e o mundo é muito plural”.

Com informações da Agência Brasília

 

 

Marcelo Passos

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat. Duis aute irure dolor in reprehenderit in voluptate velit esse cillum dolore eu fugiat nulla pariatur.

Postagens recentes

Miss trans diz que ex-jogador da Seleção Brasileira exigiu sigilo em romance com multa de R$ 500 mil

Bruna Mendonça, criadora de conteúdo e conhecida por ter sido a primeira modelo trans a…

16 horas ago

Ministério da Saúde começa a oferecer canetas emagrecedoras via SUS

O Ministério da Saúde (MS) apresentou nesta sexta-feira (26) o novo protocolo para uso de canetas emagrecedoras no SUS (Sistema Único…

16 horas ago

Taxa de desemprego no país fica em 5,6% e tem menor índice desde 2012

A taxa de desemprego ficou em 5,6% no trimestre até maio no Brasil. É o…

1 dia ago

Caixa inicia liberação de novo lote de valores esquecidos do antigo fundo PIS/Pasep;saiba se tem direito

Empregados com carteira assinada e servidores públicos que trabalharam de 1971 a 1988 e estão…

1 dia ago

Tragédia: Sobe para 589 o total de mortos pelos terremotos na Venezuela; quase 3 mil estão feridos

O número de mortos por conta dos terremotos na Venezuela subiu nesta quinta-feira (25) para 589…

1 dia ago

Zema concede R$ 2,2 milhões em isenção de impostos para empresa da família

O governo de Minas Gerais concedeu uma isenção fiscal milionária à rede varejista que pertence…

1 dia ago

This website uses cookies.