Brasil

Vítimas da Telexfree começam a ser ressarcidas do prejuízo financeiro

Após anos de batalha jurídica, algumas das vítimas do suposto esquema de pirâmide financeira organizado pela TelexFree, nome fantasia da empresa brasileira Ympactus Comercial S/A, começarão a ser ressarcidas do prejuízo financeiro causado pela companhia.

A empresa, acusada de estimular investimentos por meio de um sistema de marketing multinível, chegou a reunir dois milhões de credores no Brasil. No entanto, após o Ministério Público Federal, em conjunto com o Ministério da Fazenda, avaliar a insustentabilidade financeira do negócio a longo prazo, a TelexFree passou a ser investigada e teve suas atividades encerradas.

Durante anos, credores que investiram altas quantias, realizaram a venda de imóveis e até mesmo adquiriram financiamentos com o objetivo de se tornarem divulgadores da TelexFree, aguardaram que a justiça realizasse o ressarcimento dos valores investidos. Agora, as vítimas que entraram com ações jurídicas contra a empresa começaram a ser incluídas na lista de pessoas que deverão ser ressarcidas. De acordo com o último balanço, mais de R$ 1 bilhão foi bloqueado com o objetivo de realizar este pagamento.

Em Pernambuco, doze representantes legais das vítimas do estado já foram convocados para incluir seus clientes na lista de credores. O advogado Lucas Gondim afirmou que a expectativa é que o aporte financeiro realizado seja devolvido nos próximos meses. “Uma primeira lista já está sendo finalizada, agora é preciso aguardar que o administrador judicial libere o pagamento. Esperamos que o valor investido seja devolvido com correção monetária”, afirmou.

No entanto, o advogado destaca a baixa procura por ressarcimento judicial no estado. “Muitas pessoas desacreditaram que poderiam ter o dinheiro de volta e acabaram não recorrendo à justiça”, observou.

Para essas pessoas, ainda não existe uma definição sobre um possível ressarcimento. Lucas explica que, como completou cinco anos em abril de 2022, um entendimento da 4º turma do Superior Tribunal de Justiça estabelece que o caso está prescrito.

No entanto, posteriormente, a 3º turma do Tribunal avaliou que em ações coletivas que envolvem relação de consumo, o prazo de prescrição é diferente. “Diante dessa situação, quem quiser dar entrada em uma ação provavelmente terá que enfrentar uma batalha judidicial até o STF ou STJ, a depender do andar do processo”, concluiu o advogado.

Da redação do PortalPE10, com informações do Diário de Pernambuco.

Redação PortalPE10

Postagens recentes

Empresa registrada em casa de prefeito em cidade de Goiás firma contratos de quase R$ 1 milhão

A empresa Savana Agrobio Ltda., que foi contratada pela Prefeitura de Cavalcante (GO), na região…

2 horas ago

Fique atento: ‘Golpe do exame’ simula entrega de resultados para roubo de dados

O programa Fantástico, da TV Globo, deste domingo (22) mostrou um novo golpe que vem…

2 horas ago

Imposto de Renda 2026: prazo para a entrega da declaração começa hoje; saiba quem deve enviar

A Receita Federal abre nesta segunda-feira (23), às 8h (horário de Brasília), o prazo para a entrega da…

3 horas ago

Diretor de presídio é suspeito de matar esposa em hotel

O diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, Tiago Sóstenes Miranda de Matos, é o principal…

17 horas ago

Governo intensifica fiscalização e vistoria mais de mil postos contra alta abusiva de combustíveis

O Governo Federal intensificou a fiscalização sobre o mercado de combustíveis e já vistoriou mais de mil…

23 horas ago

Morre o ator e dramaturgo Juca de Oliveira, de O Clone e Avenida Brasil, aos 91 anos

O ator e dramaturgo Juca de Oliveira morreu aos 91 anos na madrugada deste sábado…

2 dias ago

This website uses cookies.