Política

Novo Atacarejo inaugura 19ª loja. Saiba onde será

 

Um vídeo de circuito de segurança traz o registro de uma das tentativas do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em tentar liberar joias de diamantes avaliadas em R$ 16,5 milhões, que seria um presente da Arábia Saudita para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

As imagens foram obtidas pela jornalista Andréia Sadi, da TV Globo, e divulgadas pela emissora nesta quarta-feira, 8.

O registro mostra o sargento da Marinha Jairo Moreira da Silva na Receita Federal do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), onde o conjunto de joias ficou retido desde o retorno da comitiva brasileira em viagem até a Arábia Saudita.

A abordagem ocorreu no dia 28 de dezembro de 2022, poucos dias antes do fim do governo Bolsonaro e inicio do novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No vídeo, Jairo mostra um documento no seu celular e o auditor responde que não estava sabendo de nada. O sargento tenta, então, colocar o auditor para falar em seu celular. Segundo a TV Globo, era o ajudante de ordens de Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid que estava do outro lado da linha. Cid se empenhou em tentar liberar as joias que ficaram na alfândega do aeroporto.

“Coronel, eu estou aqui na alfândega já. Estou falando com o supervisor deles aqui. Quer falar com ele? Ele falou que não está ciente aqui do que se trata. Posso passar aqui para ele?”, diz Jairo no celular, mas o auditor se nega: “Não posso falar no celular”.

O auditor explica, então, que é preciso de um Ato de Destinação de Mercadoria (ADM) para a liberação das joias. “Esse ADM seria para incorporação, seria necessário, não tem. Não tenho conhecimento também dessa liberação. Não sei onde estaria, talvez no cofre, mas eu não tenho acesso Não sei se teve algum atropelo, assessoria, alguma coisa muito de urgência”, afirma, e é interrompido por Jairo: “Não, é de urgência, com certeza”.

Durante a conversa, Jairo ainda disse que, apesar da proximidade da posse de um novo governo, o clima em Brasília “está sempre tranquilo”. “Por incrível que pareça. Assim, tá pegando fogo no Brasil todo… lá está tranquilo”.

Nesse momento, o militar diz que não pode ter nada do antigo governo para o próximo. “Lá fora o pessoal gritando e a gente fazendo o que tem que fazer, passagem normal. Tanto que isso aqui faz parte da passagem, não pode ter nada do antigo para o próximo. Tem que tirar tudo, tem que levar. Não pode, é burocrático, é burocracia”, pontua.

Marcelo Passos

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