Legenda: Condição é a mesma que afeta o ator Bruce Willis Foto: Zé Paulo Cardeal/TV Globo
Diagnosticado há sete anos com demência frontotemporal (DFT), o antigo repórter Maurício Kubrusly, de 79 anos, convive com as consequências da doença. Ao Fantástico, nesse domingo (1°), a esposa dele, a arquiteta Beatriz Goulart, revelou que o marido “apagou os nomes” de todos os conhecidos.
“Única pessoa que ele sabe o nome é o meu. Ele apagou todos os nomes, assim, é um negócio meio forte para mim”, detalhou ao programa da TV Globo.
Após a doença do jornalista ser identificada, Beatriz Goulart conta que ele chegou a cogitar eutanásia, chegando a citar o caso do escritor Antonio Cícero, que optou pelo procedimento de morte assistida em outubro deste ano, realizado na Suíça, após conviver anos com Alzheimer. No Brasil, a prática é proibida.
“Maurício chegou a mencionar seguir o mesmo caminho escolhido por Antonio Cícero. ‘Não tenho mais o que fazer aqui’, disparou [ele] certa vez. Eu o demovi da ideia. Não vou ficar viúva, não. Mas estou me preparando para o dia em que ele esquecer meu nome”, contou a arquiteta à revista Veja.
A história do antigo repórter será contada no documentário “Kubrusly: mistério sempre há de pintar por aí”, que estreia no streaming Globoplay na próxima quarta-feira (4).
Maurício Kubrusly convive com os sintomas da demência frontotemporal — mesma condição que afeta o ator Bruce Willis. A doença é caracterizada por significativas modificações do comportamento e da personalidade, conforme explicam o psiquiatra e neurologista Antônio Lúcio Teixeira Junior e o psiquiatra João Vinícius Salgado, em artigo científico publicado em 2006.
Segundo os pesquisadores, a condição é uma importante causa de demência no período pré-senil, entre os 45 e 65 anos, e desencadeia sintomas comportamentais proeminentes, como apatia, desinibição e comportamentos perseverativos ou estereotipados.
Semelhante ao Alzheimer, a demência frontotemporal difere dele em alguns aspectos, já que as modificações comportamentais são precoces, enquanto as funções cognitivas são relativamente preservadas nas fases iniciais da doença.
Na DFT, as habilidades visuoespaciais também se encontram intactas. “A linguagem, por sua vez, é progressivamente afetada, podendo ocorrer dificuldades na compreensão e na expressão verbal, com redução da fluência ou mesmo mutismo”, detalham os autores.
Outro sintoma que pode afetar pacientes com o diagnóstico é a demência semântica, caracterizada pelo progressivo comprometimento da compreensão verbal e do reconhecimento de objetos e de pessoas (agnosia), gerando grande dificuldade para nomeá-los. Entretanto, a estrutura gramatical e fonológica do discurso dos pacientes permanece intacta.
Outra manifestação da degeneração é a afasia progressiva não-fluente, condição marcada pela redução progressiva da fluência verbal, discurso com erros fonológicos e sintáticos e anomia.
Segundo os autores do estudo, o tratamento racional da demência fronto-temporal é limitado e realizado principalmente através do controle dos sintomas comportamentais via inibidores seletivos da recaptação de serotonina.
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