Foto: Anderson Colombo/TV Globo
A Polícia Civil de São Paulo prendeu na noite desta segunda-feira (14) uma quadrilha de motoristas de carros por aplicativos de celular acusada de sequestrar, roubar, estuprar e abusar sexualmente passageiras sozinhas.
Três homens foram presos em flagrante pela Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco) da 4ª Delegacia Seccional da Zona Norte. Houve troca de tiros entre os criminosos e os policiais. Mas nenhum deles se feriu.
Outro comparsa do grupo fugiu, foi identificado e é procurado pelos policiais. Uma mulher que havia sido sequestrada pelos bandidos foi libertada pela polícia. Ela estava dentro do carro por aplicativo usado pela quadrilha.
Os bandidos não chegaram a roubar dinheiro e nem abusar sexualmente dela. Os policiais já estavam investigando o bando e o deteve quando pegaram a vítima nos Jardins, bairro nobre do Centro de São Paulo, e seguiam com ela pela região de São Miguel Paulista, na Zona Leste da capital.
Segundo a polícia, a quadrilha pretendia levá-la para um cativeiro em Itaquaquecetuba, cidade a Grande São Paulo.
Os criminosos já eram investigados por usarem carros de aplicativo e o cativeiro para cometerem crimes contra outras seis passageiras neste ano na Grande São Paulo. Todas foram sequestradas e roubadas. Algumas delas também acabaram estupradas ou violentadas sexualmente pelos bandidos.
“’Que gostosinha, vai ser uma pena se você morrer…bonitinha, tão novinha’”, disse à TV Globo Giovanna Pacheco, uma influenciadora digital de 19 anos, que foi outra vítima da quadrilha num dos sete casos investigados em 2023 pela polícia.
Vídeo gravado por câmera de segurança de um prédio mostra o momento que ela pede um carro por aplicativo na madrugada de 2 de março.
Ela foi chamada pelos policiais para ir a delegacia que investiga o caso identificar os criminosos. “Pra mim foi um abuso: bater na minha bunda’, disse a jovem, que foi importunada sexualmente.
Segundo Giovanna, os bandidos ainda gravaram o abuso sexual contra ela e enviaram as imagens para os celulares deles.
Ela contou que ficou oito horas refém dos bandidos e foi levada para dois cativeiros. Também falou que foi obrigada a passar R$ 10 mil para as contas deles para não ser morta. “Queriam R$ 40 mil, mas eu não tinha”, falou a influenciadora.
A passageira só foi libertada pela quadrilha depois de transferir o dinheiro. Os criminosos pediram um outro carro por aplicativo para levá-la para casa. Em suas redes sociais, Giovanna comentou o caso e alertou as mulheres para terem cuidado ao pedirem corridas por aplicativos.
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