(Foto: PRF/Divulgação)
A cúpula da Polícia Rodoviária Federal (PRF) escalou mais agentes de folga para atuarem no segundo turno das eleições em estados em que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia vencido Jair Bolsonaro (PL) na primeira fase do pleito. Segundo o UOL, a maior parte do efetivo extra foi empregada na realização de blitze em estados das regiões Norte e Nordeste, onde Lula teve uma votação superior à registrada pelo ex-capitão.
Segundo a PRF, os agentes teriam sido deslocados após uma análise técnica apontar que 65% dos crimes eleitorais registrados no primeiro turno aconteceram nessas duas regiões.
“Os estados onde Lula havia ganhado no primeiro turno e onde houve reforço de efetivo com hora extra pago pela PRF foram Amazonas, Pará, Amapá, Maranhão, Tocantins, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Bahia e Minas Gerais”, ressalta a reportagem.
A operação teve um custo total superior a R$ 1,3 milhão. Os maiores gastos foram apontados em Minas Gerais (R$ 107,1 mil) e Bahia (R$ 93,6 mil).
Os bloqueios foram iniciados na manhã do dia 30 de outubro, apesar de uma determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proibir as blitze em veículos que transportavam eleitores aos locais de votação. A ação foi determinada pelo então diretor da PRF Silvinei Vasques, apoiador de Jair Bolsonaro.
Ele foi demitido em dezembro e responde a um processo por improbidade administrativa devido à operação.
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