Foto: Reprodução Internet
A Petrobras informou nesta quarta-feira (26) que vai reduzir em 9,9%, ou R$ 0,38 por litro, o preço do diesel em suas refinarias. O novo valor de venda do produto pela estatal, de R$ 3,46 por litro, passa a vigorar neste sábado (29).
É a terceira redução no preço do combustível desde a posse do indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao comando da companhia, Jean Paul Prates. O movimento alivia a pressão sobre as bombas com a mudança do modelo de cobrança do ICMS sobre o combustível no início de maio.
O repasse às bombas depende de políticas comerciais de postos e distribuidoras, mas a Petrobras estima que sua parcela no preço final cairá de R$ 3,45 para R$ 3,05 por litro. O restante é composto por impostos e 12% de biodiesel.
Segundo a Petrobras, a queda “tem como objetivos principais a manutenção da competitividade dos preços da companhia frente às principais alternativas de suprimento dos seus clientes e a participação de mercado necessária para a otimização dos ativos de refino”.
O movimento era esperado pelo mercado, já que a empresa vinha praticando preços acima da cotação internacional havia cerca de duas semanas.
É a terceira redução no preço do combustível desde a posse do indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Segundo dados da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), o preço médio do diesel nas refinarias brasileiras estava, na abertura do mercado desta sexta (28), R$ 0,53 por litro acima da paridade de importação, conceito que simula quanto custa importar o combustível.
O preço do diesel nos postos brasileiros vem caindo há 11 semanas seguidas, como reflexo dos dois cortes promovidos nas refinarias da estatal e da queda do preço do biodiesel, que representa 12% da mistura vendida nos postos.
Na semana passada, segundo a ANP, o litro de diesel S-10 era vendido no país, em média, por R$ 5,79, o menor valor desde janeiro de 2022, em valores corrigidos pelo IPCA.
No dia 1º de maio, porém, entra em vigor a novo modelo do ICMS sobre o combustível, que passa a ser cobrado em reais por litro, apenas do produtor e com alíquota única em todo o país.
A alíquota definida, de R$ 0,95 por litro, é R$ 0,11 mais cara do que a média atual, segundo as contas do consultor Dietmar Schupp, especialista em tributação dos combustíveis, e pressionaria os preços de bombas.
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