Por Folhapress
O primeiro decreto de armas assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) suspendeu o registro de arma de fogo de uso restrito para CACs (caçadores, atiradores e colecionadores) e para particulares.
Além disso, limitou a quantidade de armas e munições de uso permitido. O decreto também suspende a concessão de novos certificados de registrados a CACs e registros de clubes de tiro.
Ficam suspensos registros para aquisições e a transferências de armas de fogo de uso restrito para CACs até a entrada em vigor de nova regulamentação do Estatuto do Desarmamento. O texto institui um grupo de trabalho para apresentar a medida em até 60 dias.
O decreto também volta com a exigência de comprovação da efetiva necessidade para autorização de posse de arma na Polícia Federal —atualmente bastava uma declaração.
Entre as restrições estabelecidas pelo decreto assinado pelo presidente Lula está a proibição do porte de trânsito, que autorizava o CAC a transportar uma arma municiada do local de guarda até o clube de tiro.
Os CACs foram a categoria mais beneficiada por normas editadas no governo Bolsonaro (PL) que facilitaram o armamento da população.
O número de armas de fogo nas mãos do grupo chegou a 1 milhão em julho deste ano. O crescimento foi de 187% em relação a 2018, antes do atual governo.
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