Política

Júlia Zanatta se dispõe a ser vice de Flávio Bolsonaro: ‘Pronta para o combate’

Ao mesmo tempo, diz que deixará Flávio “bem à vontade” para tomar uma decisão e que acatará o que for resolvido pelo clã Bolsonaro

Em | Da Redação

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Júlia Zanatta se dispõe a ser vice de Flávio Bolsonaro: ‘Pronta para o combate’
Ao mesmo tempo, diz que deixará Flávio “bem à vontade” para tomar uma decisão e que acatará o que for resolvido pelo clã Bolsonaro

Estimulada por Eduardo Bolsonaro (PL), a deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) se coloca à disposição para ser candidata a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa ao Planalto. Usando seu mote político, ela afirmou à CNN Brasil estar “pronta para o combate”.

Ao mesmo tempo, diz que deixará Flávio “bem à vontade” para tomar uma decisão e que acatará o que for resolvido pelo clã Bolsonaro junto ao presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto. As informações são da CNN.

No final da semana passada, Eduardo Bolsonaro passou a estimular o nome de Zanatta como vice do irmão. Entre pontos positivos defendidos por integrantes do PL que defendem a deputada estão:

  • Ser uma pessoa de confiança para o grupo (portanto, menor a possibilidade de Flávio ser traído, caso seja eleito — articulações em prol de um eventual impeachment se tornaram uma preocupação maior desde o processo contra Dilma Rousseff (PT);
  • Ser mulher, num momento em que Flávio busca atrair mais a atenção dessa parcela da população — o próprio pré-candidato já disse preferir uma vice também;
  • Potencial de ativar a militância de direita mais raiz e assumir a defesa de pautas mais conservadoras, atitude que pode não ser tão bem-vista se essas pautas forem defendidas diretamente por Flávio.

Por outro lado, Zanatta pode não agregar votos de eleitores mais ao centro, que podem ser decisivos em uma corrida eleitoral tão apertada, nem atrair votos de nordestinos, por exemplo.

Zanatta disse não ter conversado diretamente ainda com Flávio sobre a possibilidade de assumir o espaço de vice na chapa. Ela afirma ser uma questão que os irmãos Bolsonaro estão tratando entre si.

No entanto, uma conversa pessoal nos próximos dias não está totalmente descartada. A deputada pretende ir a Brasília nesta semana diante da previsão de votação dos projetos de lei do fim da escala trabalhista 6×1 e da criminalização da misoginia. Ela ainda buscará tratar de questões relacionadas a Santa Catarina.

Até o momento, é improvável que uma definição sobre a vaga de vice na chapa de Flávio saia tão cedo. Pesquisas internas do PL ainda estão sendo desenhadas e feitas. Outros nomes de mulheres estão sendo testados e, diante de resultados, não se descarta outros aliados.

Além disso, a vontade de uma ala do partido é que se espere o resultado das articulações junto a partidos de centro, como PP, União Brasil e Republicanos — até o momento, não têm avançado como o PL imaginava.

Enquanto isso, Zanatta ressalta que não mudará o rumo de seu trabalho como deputada federal, cargo para o qual pretende se reeleger, caso não seja escolhida como vice.

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