O ex-governador de Pernambuco Paulo Câmara entregou, ontem, carta de desfiliação do PSB após ter sido vetado pelo partido em indicações a ministérios no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Sua saída deve acentuar a divisão no diretório estadual da legenda, que passa por enfraquecimento nos últimos anos. As informações são do Estadão.
O grupo de Câmara acusa o prefeito de Recife, João Campos, e o agora ministro dos Portos e Aeroportos, Márcio França, de se unirem para minar suas possibilidades de indicação a uma pasta no governo. Afirmam que Campos quer tomar para si todo o protagonismo da legenda no Estado e que França temia a concorrência na disputa por ministérios
Outro motivo para a desfiliação de Câmara é a sinalização que recebeu de Lula de que deverá presidir o Banco do Nordeste. A legislação atual prevê uma quarentena de pelo menos 30 dias de cargos de direção partidária para assumir a presidência de estatais. O ex-governador era também vice-presidente nacional do PSB.
Na carta dirigida a Siqueira, Câmara lembra que entrou na legenda a convite de Eduardo Campos e teve a “difícil tarefa” de suceder o “melhor governador da história”.
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