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‘Golpe da Shein’: pagamento por avaliação de produtos da marca é fraude. veja como se proteger

'Golpe da Shein': pagamento por avaliação de produtos da marca é fraude; veja como se proteger

Em | Da Redação com informações de Agência O Globo

Atualizado em

‘Golpe da Shein’: pagamento por avaliação de produtos da marca é fraude. veja como se proteger
Página usa argumento de “renda extra” e parcerias com influenciadores para tirar dinheiro das vítimas

A proposta é tentadora: ganhar até R$ 300 apenas para avaliar roupas e acessórios da Shein. A oferta, no entanto, é um golpe, que tira dinheiro das vítimas ao cobrar pelo acesso a um suposto aplicativo de avaliações que, na verdade, não existe. O alerta é da empresa de cibersegurança Kaspersky, que constatou que sites e aplicativos têm usado anúncios no Google e até “parcerias” com influenciadores digitais para alcançar e atrair as vítimas.

Segundo a empresa, a fraude tem acontecido de maneira reiterada. Isso porque plataformas com abordagem similar já foram retiradas das lojas de aplicativos Android, mas logo outras aparecem. A mais recente foi o “InstaMoney”, que prometia pagar por ações cotidianas dos usuários do Instagram, como por curtida de fotos, e já chegou a ser divulgado como “publi” por personalidades como a ex-BBB Key Alves.

Dessa vez, o site fraudulento é o “Money Looks”, que usa o nome da gigante de moda chinesa, e tem até os anúncios do Google pagos pelos mesmos promotores do “InstaMoney“.

Página usa argumento de “renda extra” e parcerias com influenciadores para tirar dinheiro das vítimas

Como o golpe funciona? Promovidos pelos anúncios e por influenciadores, as plataformas convencem as vítimas a pagarem mais de R$ 100 numa espécia de “depósito” para acessar um aplicativo de avaliação de looks, e asseguram devolver o valor quando a pessoa já estiver atuando no sistema, além de prometer produtos grátis na Shein.

Os sites e os apps ainda citam um suporte no WhatsApp para tirar dúvidas e argumentam a possibilidade de “ótimos resultados” e “renda extra” — o que, para a Kaspersky, funciona como uma tentativa de tranquilizar o consumidor sobre a transação.

Segundo relatos de quem caiu no golpe, com o pagamento realizado para trabalhar nas avaliações, a vítima não recebe qualquer link ou consegue acessar uma plataforma.

De acordo com a empresa de cibersegurança, a compra é processada por uma empresa chamada PerfectPay, que processa pagamentos on-line, mas como muita gente não solicita reembolso, os golpistas ficam com o lucro.

Além disso, não se sabe se a empresa tem conhecimento de que os valores são oriundos de golpe. Na plataforma Reclame Aqui, porém, relatos de vítimas sobre problemas com a empresa e dificuldades para pegar o dinheiro de volta se acumulam, inclusive citando outros apps que supostamente pagam por avaliações, como um chamada “Avaliador de marcas”.

O EXTRA tentou contato com a PerfectPay, sem sucesso. A empresa é registrada com endereço de Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo. Em um telefone disponível na web, porém, a ligação cai em um escritório de Contabilidade do Tatuapé, bairro da capital paulista, que informou não ter nenhuma relação com a empresa. Em outro número, a ligação não completa.

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