Política

Contra cotas raciais, Anderson Ferreira diz que medida é racista e limitante

Durante visita ao Diario de Pernambuco, realizada nesta segunda-feira, o pré-candidato a governador, Anderson Ferreira (PL), acompanhado do parceiro e pré-candidato ao Senado, Gilson Machado (PL), apresentou alguns dos pontos do seu plano de governo. Durante a conversa, o bolsonarista também opinou sobre o sistema de cotas raciais e chamou de racista a medida que busca minimizar desigualdades sofridas por pessoas negras. Em 29 de agosto deste ano, a Lei 12.711/2012, conhecida como Lei de Cotas, completa uma década. Pesquisa mostra que metade da população brasileira é a favor da Lei.

“Quando se trata de cota isso é racismo. Hoje querem criar cota pra todo tipo de categoria, é cota para autista, para pessoas especiais, cotas para negros. Não, não sou a favor”, asseverou. “Acho que ninguém é menos capaz que o outro, a oportunidade tem que ser dada para todos”, avaliou o pré-candidato liberal. O posicionamento de Anderson, apoiado por Gilson Machado, também dialoga com a postura do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), que já se manifestou contra cotas durante seus anos de vida pública. Em Pernambuco, Anderson é o nome que lidera o palanque bolsonarista no estado.

“Quando você cria esse próprio limite é como se o negro não tivesse a capacidade de alcançar as mesmas coisas que pessoas brancas”, continuou.

Apesar de em seu cadastro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) constar a cor branca, Anderson Ferreira, durante a entrevista, afirmou considerar-se negro. “O nosso povo brasileiro é um povo negro, nós somos negros, eu não sou europeu para ter uma cor branca, eu sou mulato”, disse.

Lei de cotas – uma década

A Lei 12.711/2012, conhecida como Lei de Cotas, foi implementada em 2012 e prevê que 50% das vagas em universidades e institutos federais sejam oferecidas a pessoas negras, grupo que, de acordo com o Instituto de Geografia e Estatística (IBGE), inclui pardos s e pretos. Apesar de haver vários projetos tramitando no Congresso Nacional, tanto a favor, como contra a medida, ainda não há uma movimentação expressiva para a revisão da Lei que deve ser feita a cada 10 anos.

Pesquisa

Uma pesquisa do Datafolha publicada no último domingo mostra que metade da população (51%) é a favor da Lei te Cotas nas Universidades Públicas. 34% são contra. Outros levantamentos também mostram o crescimento no número de pessoas negras nas academias. Um estudo feito a partir dos dados do IBGE pelo site “Quero Bolsa” apontou que entre 2010 e 2019 o percentual de alunos/as negros/as nas universidades públicas brasileiras aumentou quase 400%.

Da redação do PortalPE10, com informações do Diário de Pernambuco.

Redação PortalPE10

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