Brasil

Amor proibido? Vice-prefeita é denunciada por pagar ‘amarração amorosa’ com verba pública a mãe de santo

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) afastou a vice-prefeita de Ribeira (SP), Juliana Teixeira (MDB), por utilizar cerca de R$ 41 mil dos cofres públicos para uma suposta amarração amorosa. À frente do cargo desde janeiro de 2025, Juliana foi afastada pelo juiz da Vara Única de Apiaí (SP), Yuri Barberino, na última segunda-feira (4/8).

Secretária de Saúde de Ribeira, localizada a cerca de 360 quilômetros de São Paulo, desde 2020, Juliana teria repassado os R$ 41 mil a uma mãe de santo conhecida como Mentora Samantha, por meio de uma prestadora de serviço da prefeitura, para uma amarração amorosa com o coordenador de Saúde, Lauro Olegário Filho. Assim como a vice-prefeita, Olegário Filho foi afastado.

Ao justificar o afastamento, Barberino argumentou que a permanência de Juliana e Olegário Filho na Prefeitura de Ribeira poderia prejudicar a produção de provas e a proteção das testemunhas, servidoras públicas municipais. “A permanência dos agentes públicos em suas funções representaria risco concreto e atual de reiteração delitiva”, frisou o juiz de Apiaí.

Em depoimento ao Ministério Público de São Paulo (MPSP), Mentora Samantha disse que um suposto agente da vice-prefeita e do coordenador de Saúde afastados teria lhe coagido a ficar em silêncio, para parar de se expor, “que ia dar tudo certo com o pagamento”, porque, quanto mais se expusesse, “não iria receber” os R$ 41 mil.

O suposto desvio dos R$ 41 mil seria parte de uma associação criminosa entre Juliana e Olegário Filho. De acordo com Barberino, ambos teriam protagonizado uma série de possíveis crimes contra a Prefeitura de Ribeira, em um “modus operandi sofisticado e continuado entre 2021 e 2024”, como, por exemplo, eventual direcionamento de licitações a uma empresa.

O afastamento de Juliana e de Olegário Filho atende a um pedido cautelar do MPSP. O órgão denunciou ambos por suposta prática de associação criminosa, frustração do caráter competitivo de licitação, uso de documento falso, falsidade ideológica e peculato. O mérito da denúncia ainda será analisado pela Vara Única de Apiaí.

Vice-prefeita de Ribeira (SP) teria desviado R$ 41 mil para fazer ritual e conquistar colega de trabalho casado

Marcelo Passos

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