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Vai pesar no bolso:Frio intenso deve aumentar ainda mais o preço dos alimentos energia e combustíveis

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Vai pesar no bolso:Frio intenso deve aumentar ainda mais o preço dos alimentos

As baixas temperaturas afetam as lavouras e devem gerar mais um choque inflacionário no preço dos alimentos. Mas os efeitos dos dias de frio intenso, que devem durar até domingo (1°), ainda podem provocar impactos em cadeia sobre os preços em geral.

A maior preocupação em relação aos preços, no entanto, segue relacionada ao clima, mas não à baixa temperatura: a seca, que prejudica a produção de energia – e encarece as contas de luz dos brasileiros.

O setor foi o grande vilão da inflação de 2020. O conjunto de alimentos e bebidas teve alta acumulada de 14,09% no ano, impulsionado pelo aumento do consumo durante a fase inicial da pandemia do coronavírus.

Os alimentos responderam sozinhos por quase metade da inflação do ano, com um impacto de 2,73 pontos percentuais sobre o índice geral de 4,52% em 12 meses. Desde a virada do ano, contudo, a inflação dos alimentos perdeu parte da força que havia demonstrado. Pelo resultado do IPCA de junho, o setor acumula alta de 12,59%.

Apesar de permanecer bastante alto, o preço dos alimentos passou a ser ofuscado pelos combustíveis e energia elétrica. O grupo combustíveis e energia acumulou, em junho, 16,15% em 12 meses

Além de fazer os brasileiros tirarem os casacos do armário, a onda de frio que atinge o país também vai obrigar a população a colocar as mãos nos bolsos – só que não para esquentar.

Outro prejudicado, o setor de serviços também não teria condição de achatar o lucro. São empresas e pequenos negócios que tiveram uma enorme redução de atividade desde a chegada da pandemia e que esperam a vacinação para retomar as vendas e desfazer dívidas. Um eventual aumento nos preços dos serviços é considerável, pois representa 30% da inflação ao consumidor, segundo o Ibre/FGV.

E o prognóstico para a retomada é positivo. O Índice de Confiança de Serviços, do Ibre, subiu 4,2 pontos em julho, para 98,0 pontos, maior nível desde março de 2014 (98,3 pontos) e superando o nível pré-pandemia.

 

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