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Cotidiano

Suspeitos de jogar privada teriam saído do Arruda, mas voltaram para cometer o crime

Trio responderá por homicídio qualificado por motivo fútil e sem chance de defesa

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Delegada Gleide Ângelo detalha investigação de homicídio no Arruda (Foto: Vitor Tavares / G1)

Uma semana após o crime cometido no Arruda – quando duas privadas foram arremessadas do estádio, matando o torcedor Paulo Ricardo Gomes da Silva -, a delegada responsável pelo caso, Gleide Ângelo, se pronunciou pela primeira vez. Durante a apresentação dos fatos, na tarde desta sexta-feira, na sede da Secretaria de Defesa Social, ela contou alguns detalhes do crime. Segundo Gleide Ângelo, os três suspeitos presos até o momento – Everton Felipe Santiago de Santana (Ronaldinho), Luiz Cabral de Araújo Neto e Waldir Pessoa – chegaram a sair do estádio, mas voltaram e arremessaram os vasos sanitários em direção a torcedores adversários. Já o Santa Cruz informa que o clube foi invadido e que não houve falha de segurança.

“Cabral afirmou que, nos acréscimos do segundo tempo, o jogo estava muito ruim, então resolveu sair. Na Avenida Beberibe, ele viu uma briga. A Polícia foi conter e pegou um integrante conhecido como Dinho. Na torcida adversária, eles identificaram que havia apenas oito do Paraná e 200 da Torcida Jovem. Os componentes da Inferno Coral se desesperaram para soltar o colega, então Cabral teve a ideia de voltar ao estádio, subir ao anel intermediário e procurar pedras para jogar na Jovem. Ele convidou os outros dois suspeitos, que toparam. Ficaram escondidos, esperaram os outros torcedores saírem”, afirmou a delegada.

Delegada Gleide Ângelo forneceu detalhes do crime nesta sexta-feira. Foto: Hélia Scheppa/JC Imagem

Gleide ângelo continuou relatando o crime. “Cabral, Waldir e Ronaldinho então chegaram ao intermediário. Não encontraram pedras, mas viram o banheiro feminino e tiveram a ideia de arrancar as bacias. Cabral chutou as bacias, Ronaldinho as arrancou, os três subiram com elas. Depois, viram uma biga e jogaram os vasos. Em seguida, saíram do estádio pelo Portão 11. Eles já se conheciam, e só souberam do crime (morte) depois que escutaram na rádio”, assinalou.

“Os três narraram exatamente isso. Voltaram ao estádio para jogar pedra e atingir a Jovem. Cabral tem um ódio pessoal muito grande da Jovem. A intenção de quem joga um vaso é matar. Poderia ser algo muito maior, o vaso afundou a cabeça de uma segunda vítima. Ainda temos diligências para fazer, não posso falar quais são, mas o que aconteceu foi isso. Os três integrantes da Inferno Coral entraram, jogaram os vasos, saíram e cada um tomou um destino”, acrescentou a delegada.

E quais foram os rumos dos suspeitos? “Cabral não voltou para a casa da família, nem dormiu na sede da Inferno Coral (como costumava fazer). Passou dois dias rodando e ficou no Rio Grande do Norte (onde morava), se encondeu num sítio. Waldir começou a ameaçar as pessoas, se expor demais, e fugiu para Maceió. Ronaldinho ficou dentro de casa. Qualquer um que participou do crime vai responder. Quem chutou (o vaso) foi Cabral, quem arrancou foi Ronaldinho, os três subiram e dois arremessaram as privadas. Os três respondem por homicídio com duas qualificadoras – motivo fútil e sem chance de defesa da vítima. As penas e o indiciamento só serão divulgados no fim da investigação”, finalizou Gleide Ângelo.

 

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