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Sem reajuste há 12 anos, prêmio do BBB perdeu metade do poder de compra

Edições anteriores, no entanto, já mostraram que, além do grande prêmio, o programa pode trazer visibilidade e impulsionar carreiras.

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(Foto: Divulgação/Globo)

O vencedor do Big Brother Brasil 22 vai ficar milionário, mas seu poder de compra será praticamente metade do de Marcelo Dourado, o campeão da 10ª edição do reality. Isso porque, o valor do prêmio da atual edição segue o mesmo de 12 anos atrás: R$ 1,5 milhão.

Para ser equivalente ao de 2010, o prêmio deveria ser agora de R$ 3 milhões, segundo levantamento feito pelo economista e pesquisador Matheus Peçanha do FGV-Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas). Ele fez o cálculo com base no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de abril de 2010 a dezembro de 2021.

“O valor [do prêmio] está há mais de dez anos sem reajuste e nesse período a gente teve duas crises bem fortes. Entre 2014 e 2015, chegamos a mais de 10% de inflação também. E agora [em 2021] voltamos a ter uma nova inflação de dois dígitos, que a gente já não via há algum tempo. Fora a inflação ano a ano, que foi corroendo o valor do prêmio”, diz o economista.

Nos 12 meses do ano passado, o IPCA, que é o indicador oficial de inflação no país, acumulou variação de 10,06%. A alta é a maior para o período de janeiro a dezembro desde 2015 (10,67%), quando a economia nacional atravessava período de recessão no governo Dilma Rousseff (PT).

Em 2021, a disparada do IPCA foi impulsionada por uma combinação de fatores díspares. Houve carestia de preços administrados, como combustíveis e energia elétrica, aumento de itens básicos para as famílias, como alimentos, inclusive por alterações climáticas que afetaram plantio e colheita de diferentes produtos, além de persistente ruptura na cadeia global de abastecimento de insumos industriais, especialmente chips.

O economista Matheus Peçanha pondera que nas duas vezes que ocorreu reajuste no valor do prêmio –em 2005 e em 2010– foi acima da inflação. Na primeira edição do BBB, em 2002, o vencedor Kleber Bambam ganhou R$ 500 mil. O pagamento se manteve o mesmo por outras três edições até 2005, quando foi reajustado para R$ 1 milhão.

“Se tivesse sido pela inflação, o prêmio iria para R$ 655 mil, ou seja, como foi para R$ 1 milhão, foi um ganho real de 52,5%. O Jean Wyllys [vencedor do BBB 5] foi o maior felizardo”, diz Peçanha.

Na edição de 2010, o prêmio foi para R$ 1,5 milhão. “Se fosse pela inflação do período, deveria ter ido para R$ 1,245 milhão. O felizardo da vez foi Dourado”, completa o economista.

Edições anteriores, no entanto, já mostraram que, além do grande prêmio, o programa pode trazer visibilidade e impulsionar carreiras. Gil do Vigor, da ultima edição, não foi campeão, mas revelou em entrevista à Forbes que já acumulou fortuna de R$ 15 milhões desde que saiu do BBB. *As informações são da FOLHAPRESS.

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