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Cotidiano

‘Se tivesse em casa, tinha sido diferente’, diz pai de bebê degolada durante velório

No dia seguinte ao crime que chocou Altinho, no Agreste de Pernambuco, clima de comoção tomou conta da cidade. Após audiência de custódia, suspeito teve a prisão preventiva decretada e foi levado para a Penitenciária de Caruaru

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O pai da bebê de nove meses degolada pelo próprio tio em Altinho, no Agreste pernambucano, lamentou a sua ausência de casa na hora do crime e disse que poderia ter evitado a tragédia se estivesse no local. Wiliam Matos de Jesus, de 20 anos, é irmão do suspeito preso em flagrante por matar Ágatha Lorena Marques de Jesus na manhã da quinta-feira (26). Erick Ramon Matias Ferreira, de 25 anos, foi autuado em flagrante por homicídio qualificado e disse não se recordar do que ocorreu. Em audiência de custódia, nesta manhã, ele teve a prisão convertida em prisão preventiva e foi levado para a Penitenciária Juiz Plácido de Souza, em Caruaru.

Antes de ser morta, a vítima ficou trancada com Erick durante mais de 12 horas em um banheiro de uma residência no povoado de Taquara, na zona rural da cidade. Após uma negociação, policiais militares conseguiram entrar no cômodo, mas Ágatha já estava morta com cortes profundos, possivelmente provocados por um pedaço de cerâmica.

Na manhã desta sexta-feira (27), durante o velório da bebê, Wiliam disse que o irmão sofria de depressão “agressiva” há cerca de três anos e já teve acompanhamento psicológico. Transtornado, o pai da criança relatou que saiu de casa para trabalhar na segunda-feira (23), três dias antes do crime, e que só foi avisado do cárcere da filha momentos antes de ela ser morta. “Se eu tivesse em casa, tinha sido tudo diferente”, lamentou ele em entrevista ao canal Caruaru no Face.


No dia seguinte à tragédia, moradores de Altinho ficaram estarrecidos com a notícia. O assunto dominou as rodas de conversa na cidade. O velório foi realizado na casa da família e o enterro de Ágatha às 14h desta sexta-feira, no Cemitério Público de Taquara.

Wiliam disse que a condição de paciente com transtorno psiquiátrico constava em um documento de identificação do irmão. No entanto, ele não soube informar se o suspeito estava tomando remédios controlados. “Eu não tenho poder de perdoar ele. Quem tem esse poder é Deus”, desabafou.

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