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Santa Cruz vence o Porto com tranquilidade e alivia pressão para o clássico

A vitória tranquila alivia um pouco a pressão do time para o jogo da próxima quarta-feira (19)

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O Santa Cruz passeou no primeiro tempo, jogou para o gasto no segundo e conseguiu uma goleada por 4×0 em cima do Porto, na sua primeira partida na Arena Pernambuco. A goleada, na noite deste sábado (15), valeu a subida dos corais para o segundo lugar no hexagonal do título do Campeonato Pernambucano com os mesmos 11 pontos do Náutico, mas vencendo nos critérios de desempate. A vitória tranquila alivia um pouco a pressão do time para o jogo da próxima quarta-feira (19), quando os tricampeões estaduais decidem uma vaga na final da Copa do Nordeste contra o Sport, no Arruda.

Já esperando uma retranca, o Santa Cruz tentou ‘quebrar’ o bloqueio do Porto logo no começo jogo. Tentou pressionar a saída de bola do adversário e quase é recompensado antes de se completar um minuto. Numa cobrança rápida de lateral, Nininho passou para Leo Gamalho, que dominou e chutou de virada. A bola bateu na trave e saiu. A pressão aumentou e aos três minutos os corais tentaram três finalizações seguidas, sem sucesso. Nininho e Leo Gamalho acertaram seus marcadores. Quando chegou a vez de Raul, a bola foi por cima.

O Porto demorou a ‘entender’ o jogo. O time de Caruaru se defendia com uma primeira linha de cinco jogadores e a segunda com quatro. À frente, apenas o grandalhão Kiros, como se esperava. E como se esperava era a jogada do time visitante: bola longa para Kiros ajeitar para alguém que chegasse de frente.

Após os 15 minutos, o Gavião acertou mais o tempo de marcação e ensaiou alguns contra-ataques, mas sem conseguir finalizar. O tricolor, embora melhor marcado, manteve-se dono das ações e quem chegou mais perto do gol foi um zagueiro. Renan Fonseca tentou duas vezes de cabeça numa cobrança de escanteio. Na primeira, Thiago fez grande defesa. Na segunda, a bola tocou no travessão e saiu.

As jogadas pela direita saíam com mais qualidade – até pelo fato de Nininho fechar pelo meio mais do que procurar a ponta. Na primeira, aos 26, Oziel lançou Caça Rato, que apenas ajeitou de cabeça para a marca do pênalti. Raul chegou sozinho e tentou de voleio. Mas como seu corpo estava muito perto da bola, chutou com o lado externo do pé e ela foi por cima. Dois minutos depois o mesmo Raul teve outra chance, desta vez, na bola rasteira. O passe veio novamente pela direita, de Sandro Manoel. O camisa 11 chutou rasteiro e para fora.

Numa tentativa esporádica de cabeça, mas com o zagueiro Alisson ao invés de Kiros, o Porto obrigou Tiago Cardoso a trabalhar pela primeira vez. Mas o domínio do Santa veio traduzir-se em gol aos 37. Leo Gamalho foi derrubado dentro da área por Wallace e ele mesmo encarregou-se da cobrança do pênalti. Bola de um lado, goleiro do outro. Santa 1×0. O lado esquerdo, que hibernava, deu o ar da graça em grande estilo na reta final da primeira etpa. Nininho fez grande jogada individual e tocou para Leo Gamalho. O artilheiro cruzou para o meio da áera onde estava Luciano Sorriso completamente livre. Ele ajeitou e tocou no canto.

Com dois gols na frente, o Santa Cruz não precisava se desgastar demais, até porque tem jogo decisivo na quarta-feira. O time tricolor recuou um pouco mais seus volantes. Nem assim o Porto esboçou uma reação. Ao time do interior faltou aproximar mais seus jogadores. Quem estava com a bola dificilmente tinha alguma boa opção de passe.

O novo posicionamento atrapalhou um pouco na hora do Santa atacar, já que chegava à frente com menos gente, principalmente para aproveitar uma segunda bola. Isso obrigou Leo Gamalho a sair mais da área do que o normal. E fora de seu habitat natural, o camisa 9 não apresenta a mesma qualidade para servir algum companheiro que apareça para preencher o espaço.

Nesse panorama, o jogo caiu de rendimento ao ponto de a torcida perder a paciência com alguns jogadores. Até mesmo o volante Luciano Sorriso, autor do segundo gol, saiu de campo vaiado ao ser substituído por Memo. O mesmo já acontecera, em bem maior intensidade, quando Jefferson Maranhão entrou no lugar de Carlos Alberto, este, criador da melhor oportunidade de gol até a metade da etapa num chute rasteiro bem defendido por Thiago.

As substituições feitas pelos técnicos, principalmente Vica, ajudaram ainda mais a segurar o ritmo da partida. Uma nítida decisão para poupar alguns atletas para a semifinal do Nordestão. Do lado do Porto, Elenílson até tentou deixar o time mais ofensivo. Mas faltou qualidade. A sonolência só terminou aos 39 minutos. Oziel avançou pela direita e Jefferson Maranhão do alto de seu 1,60m, apareceu na pequena área para usar a única arma do adversário para subjugá-lo. Gol com mais gosto de fábula, impossível. E havia mais uma dose de Jefferson, aos 42. Leo Gamalho chutou cruzado e a bola bateu na trave. No rebote, o baixinho estava lá novamente fazendo o papel de centroavante oportunista.


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