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Brasil

Rio 2016 deixa débito de mais de R$ 22 milhões em contas de luz

Só no Maracanã, a dívida é de R$ 1,2 milhão.

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Abertura dos Jogos Olímpicos

Mais de dois meses após o encerramento dos Jogos Olímpicos, e um depois do fim da Paraolimpíada, o Comitê Organizador da Rio-2016 sofre para pagar contas de luz. A entidade deve mais de R$ 22 milhões para a Light, empresa fornecedora de energia elétrica no Rio. A conta mais alta não paga pelo comitê é a do IBC, centro de transmissão dos Jogos, montado dentro do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca. O valor em questão chega a R$ 4,3 milhões.

Só no Maracanã, a dívida é de R$ 1,2 milhão. O estádio, que recebeu partidas de futebol e as cerimônias de abertura e encerramento dos eventos, está sob responsabilidade do comitê desde o dia 1º de março deste ano. No acerto com o governo do Estado do Rio e com a Odebrecht, que administra o estádio, estava acordado que as contas no período até a entrega do estádio seriam pagas pela organização do evento. O Maracanã deveria ser devolvido à concessionária no final de outubro. Na quarta-feira (26), foi anunciado que a Rio-2016 ficará com a custódia do estádio por mais um mês. Além do pagamento das dívidas com fornecedoras, a entidade precisa executar melhorias na arena e no Maracanãzinho, que recebeu partidas de vôlei na Olimpíada.

A Light informa que negocia o pagamento com a entidade. No caso do Maracanã, não há risco de corte de luz. Outras instalações, como o Engenhão e o IBC, já tiveram a energia desligada. Ao todo, pagamentos de contas de luz de mais de 20 instalações estão atrasados. A inadimplência é só um dos problemas enfrentados pelo comitê. No último sábado, a Folha revelou que a Rio-2016 deve pelo menos R$ 20 milhões a empresas que prestaram serviços para os Jogos. A entidade chamou credores para negociações e alegou estar sem dinheiro em caixa. Ofereceu, então, o pagamento com desconto de 30%. Inúmeros fornecedores que tentam obter seus pagamentos sem acionar a Justiça se irritaram com o pedido. Também em consequência disso, os organizadores já sofrem uma enxurrada de processos judiciais.

Pelo menos 25 ações tramitam em tribunais do Rio, de São Paulo e nas esferas estadual e federal. Dotado de um orçamento de US$ 2,8 bilhões (R$ 8,8 bilhões, em valores atuais), composto em sua maioria por verbas de patrocínio, aportes do Comitê Olímpico Internacional e verbas obtidas com venda de produtos licenciados e de ingressos, o comitê Rio-2016 teve de cortar despesas para garantir a realização dos Jogos. Também precisou pedir socorro a patrocinadores estatais antes da Paraolimpíada e recebeu R$ 150 milhões da prefeitura, via convênio.

OUTRO LADO

O Comitê Organizador dos Jogos Rio-2016 afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não deixará dívidas relativas à realização da Olimpíada e da Paraolimpíada no Brasil. O diretor de comunicação da entidade, Mario Andrada, disse que a organização “honrará com todos os seus compromissos” assumidos com fornecedores, servidores e empresas contratadas. Mario Andrada não quis confirmar os valores de débitos do comitê. À Folha, a Light informou que a inadimplência supera R$ 22 milhões.

As dívidas estão sendo negociadas entre a empresa e a Rio-2016. O comitê organizador dos Jogos deve também para empresas que forneceram água e gás para as instalações que foram utilizadas antes e durante os eventos disputados em agosto e setembro.

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