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Política

Racha no PSB complica Marina na reta final

No próximo dia 29, integrantes da cúpula do partido devem se reunir em São Paulo.

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O anúncio feito pelo presidente do PSB, Roberto Amaral, de realizar a escolha dos novos dirigentes antes do primeiro turno das eleições gerais, causou reações contrárias de setores da legenda e pode levar a está provocando um racha na reta final da campanha presidencial, encabeçada pela candidata Marina Silva.

No próximo dia 29, integrantes da cúpula do partido devem se reunir em São Paulo para escolher o novo presidente e membros da Executiva Nacional que comandarão o PSB nos próximos três anos. A convocação, publicada no Diário Oficial da União da segunda-feira (22), é contestada por dirigentes da legenda em Pernambuco, berço eleitoral do ex-presidente do PSB e candidato à Presidência Eduardo Campos, morto em acidente aéreo no dia 13 de agosto.

“Agora está todo mundo agarrado na eleição, como a gente vai fazer uma escolha da uma nova Executiva não aguardando a abertura das urnas para poder saber qual é cara do partido? Para saber como o partido ficará com a sua representação no Congresso e nos Estados?”, questionou o vice-presidente nacional do PSB e ex-ministro da Integração, Fernando Bezerra Coelho. Ele afirmou ter sido comunicado da data para a escolha da nova Executiva nessa segunda-feira (22).

“Não participamos da construção dessa data. Ela foi definida com doutor Roberto, que deve ter ouvido outros companheiros, mas não me ouviu, sou vice-presidente e não sabia”, ressaltou o dirigente. “Tudo recomenda que a escolha dos dirigentes partidários seja feita após a manifestação das urnas. Esse é o meu pensamento, mas vou me reunir com os companheiros aqui de Pernambuco para firmar uma posição”, acrescentou.

Segundo ele, não está descartada a possibilidade de o grupo lançar um nome para disputar o comando da legenda no próximo dia 29. Entre os nomes lembrados está o do prefeito de Recife, Geraldo Júlio. De acordo com o edital de convocação, a inscrição das chapas deverá ocorrer junto à primeira secretaria nacional do PSB até 48h antes do início da reunião do dia 29.

Integrante da Executiva Nacional do PSB e presidente da legenda em São Paulo, Márcio França afirmou que é contra o adiamento e que a data para a escolha da nova Executiva foi acertada antes das eleições. “Esse cronograma foi deixado pelo Eduardo antes de ele falecer e o Roberto Amaral está seguindo o roteiro”. Sobre um possível racha, afirmou: “Se houver votação, tem 125 pessoas aptas a votar e cada um vai se posicionar. Mas vamos brigar até o final para ter unidade. Não pode ser uma coisa feita por decreto de ninguém”.

O dirigente ressaltou ainda que o diretório, que contaria com o maior número de votos internos, apoia a permanência de Amaral no comando de legenda. “Criou-se uma expectativa e é normal que cada um ache que possa ser o melhor. Mas São Paulo tem 32% dos delegados, se fosse para reivindicar algo, São Paulo deveria estar à frente de todo mundo. Mas eu acho que, quando você está brigando por uma unidade, cada um tem que abrir um pouco mão de suas pretensões”.

(Fonte: Estadão Conteúdo)

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