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Cotidiano

Prefeitura investigada aumentou consumo de combustível de 150 mil para 600 mil litros

Operação da Polícia Federal prendeu três pessoas nesta terça-feira suspeitas de participar de organização criminosa

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Equipe deu detalhes de operação durante entrevista coletiva

Uma operação da Polícia Federal prendeu três pessoas em Alagoas na manhã desta terça-feira (27). Todos elas são suspeitas de participar de uma organização criminosa que desviava recursos de cofres públicos de diversos municípios alagoanos. As fraudes aconteciam principalmente na locação de veículos e fornecimento de combustível.

Investigações apontam que o esquema começava com o direcionamento das licitações. De acordo com Moacir Rodrigues, da Controladoria Geral da União (CGU), em alguns contratos firmados com prefeituras do interior a empresa vencedora chegou a aumentar o preço em até 400%.

Em alguns casos, a administração pública pagava R$ 7 mil mensais pelo aluguel de um carro, enquanto o valor real seria de R$ 4 mil. Já quanto ao combustível, um dos contratos analisados apresentava a contratação para o fornecimento de 150 mil litros, mas sem explicação foram fornecidos 600 mil litros.

De acordo com Luciano Patury, delegado da PF, em um dos municípios o secretário de Finanças era dono do posto de gasolina que fornecia para a prefeitura. “Ele mesmo realizava os pagamentos. As investigações apontaram que muitos pagamentos foram feitos sem o fornecimento do combustível. O posto apenas emitia a nota”, destaca.


A estimativa é que cerca de R$ 10 milhões tenham sido desviados. A operação foi realizada em 14 municípios, onde foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão e três de prisão. Os detidos terão uma audiência de custódia na Justiça Federal já nesta terça-feira.

Além das prisões, a ação também apreendeu oito embarcações, uma delas com o valor estimado em R$ 800 mil, e 40 carros, alguns de luxo. As informações foram repassadas em uma entrevista coletiva.

 

A investigação teve início em 2016 após denúncias de movimentação financeira suspeita na cidade de Mata Grande. Essa movimentação era feita pela Secretaria de Finanças do Município e chamou a atenção dos órgãos fiscalizadores.

Além de Moacir Rodrigues e do coordenador da operação, o delegado Luciano Patury, também participaram da coletiva à imprensa os delegados Agnaldo Mendonça, de combate ao crime organizado; Francisco Tavares, adjunto da Receita Federal; e Rolando Alexandre de Souza, superintendente da Polícia Federal em Alagoas.Os nomes dos presos e seus respectivos cargos não foram divulgados pela Polícia Federal. 

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