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Cotidiano

Precariedade de escolas públicas de Novo Lino, AL

Unidades não contam com saneamento básico e mobiliário adequado

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De fora parece um prédio sem nenhum tipo de problema estrutural, mas é só passar pela porta da frente para perceber que nem tudo é que parece. A Escola Municipal Mário Gomes fica na zona urbana de Novo Lino, município da Região Norte de Alagoas, e é um retrato da precária infraestrutura de parte das unidades do país.

Os banheiros estão com vazamentos que provocam mau cheiro, a escola não tem sala para professores, a cerâmica do piso está se desprendendo, isso sem falar na merenda, que, segundo os alunos, na maioria das vezes é formada por apenas bolacha com leite. A sala de informática tem computadores, mas eles nunca foram usados porque não há internet. Tudo fica trancado em uma sala.

De acordo com o Portal G1 no dia em que a equipe de reportagem  esteve na escola, em 29 de julho, os alunos disseram que foi servido na merenda pão com soja e leite. Na cozinha da escola, foi possível ver pães armazenados de forma precária, com moscas pousando o tempo todo na comida.

Todos os documentos dos alunos e professores ficam amontoados em uma sala. Alguns arquivos já estão mofados. Os professores temem que, com uma forte chuva, a estrutura não suporte e que o material venha ser perdido.

A escola não tem biblioteca e alguns livros são armazenados no ponto de apoio onde é servida a merenda. Muitas salas têm goteira e as cadeiras que foram quebradas não foram repostas.

“É péssimo. O prefeito não quer aumentar os salários dos professores e as salas estão cheias de buracos. Hoje teve pão porque vocês vieram. Normalmente é uma bolacha seca com leite, cuscuz com leite. Não é servida nenhuma fruta”, afirma a estudante Raiane Aline da Silva, do 7º ano.

Sobre a situação dos banheiros, uma das alunas diz que muitas vezes eles não são limpos. “Os banheiros são uma nojeira, tem dia que nem limpa. Passam mais de três, quatro dias sem limpar, imundos. Esses dias mesmo a mulher veio limpar e o que ela tirava do banheiro parecia uma lama preta”, afirma a estudante do 7º ano Jaqueline da Silva Sales.

A maior reivindicação dos professores do município é que seja pago o piso, o que não é cumprido. O salário base do professor de 1º ao 9º, que devia ser de R$ 1.917,18, para 40 horas semanais, não é pago. A categoria recebe R$ 1.060.

“Nosso salário está defasado desde 2011. É uma miséria e todos os municípios vizinhos cumprem o piso. Novo Lino é a única exceção. Não queremos reajuste, queremos o cumprimento do piso, tanto nosso quanto do pessoal de apoio que não chega ao salário de R$ 788 [salário mínimo]. O salário que eles recebem é um salário defasado de dois anos atrás, de R$ 678”, afirma o professor Gilmar Gomes.

O professor diz que a situação da sala de aula ainda é pior. A quadra de esportes da unidade foi tomada pelo mato e serve como ponto de tráfico de drogas e para que pessoas façam sexo, conta.

“Faltam cadeiras, um teto adequado para ter uma aula diferente, porque quando está sol, incomoda, e quando chove, os alunos ficam na chuva. Aqui do lado tem um terreno que está cheio de mato, com risco de mosquito da dengue. Fica complicado trabalhar em uma escola que os recursos vêm e não são aplicados onde se deve”, diz o professor Gilmar Gomes contou.

Arquivos dos professores e alunos ficam amontoados em uma sala sem qualquer cuidado (Foto: Jonathan Lins/G1)

Acesso à Escola Municipal Coronel José Passos de Queiroz é precário (Foto: Jonathan Lins/G1)

Cadeiras estão enferrujadas na Escola Municiapl Alfredo Soares (Foto: Jonathan Lins/G1)

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