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Cotidiano

Policial que ficou conhecido como ‘Hipster da Federal’ é alvo de processo na PF

Policial participou de programa de televisão sem autorização da corporação

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A Polícia Federal abriu nesta segunda-feira (24) processo disciplinar contra o agente Lucas Valença, que ficou famoso durante a prisão do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O policial, que ficou conhecido como “Hipster da Federal”, participou do programa “Encontro com Fátima Bernardes”, da “TV Globo”, sem autorização da corporação.

Valença, que também foi chamado de “Policial Gato”, ganhou notoriedade na última quarta-feira (19), quando foi filmado conduzindo Cunha até o avião que o levou do Rio de Janeiro para Curitiba, onde está preso em decorrência das investigações da Operação Lava Jato. Além do “Encontro”, ele já havia dado entrevista a um portal ligado à “Globo”.

A assessoria de imprensa da PF confirma a abertura do processo, mas não deu mais detalhes. No programa, Valença disse que está saindo de férias, mas garantiu que o afastamento não tem relação com a repercussão de sua imagem nas redes sociais. Ele afirmou ainda que espera poder voltar a trabalhar normalmente, sem que a fama interfira nas suas atividades na corporação.

Apesar de não ter sido autorizado a dar entrevistas, o “Hipster da Federal” evitou dar detalhes sobre a ação que resultou na prisão de Cunha, alegando não poder fornecer informações operacionais. Questionado pela apresentadora se o voo teve turbulência, ele riu e disse que o percurso foi “tranquilo”.

Sobre as postagens feitas em suas redes sociais com críticas à ex-presidente Dilma Rousseff (PT), Valença disse que “todos podem e devem ter opinião política”, mas que optou por apagar as mensagens para “evitar problemas futuros”. Ele garantiu ainda que o fato de ter exposto suas considerações sobre as eleições de 2014 não lhe gerou problemas na corporação.


Prisão

A operação policial que resultou na prisão de Cunha foi autorizada pelo juiz Sérgio Moro, que concentra as ações penais da Lava Jato em primeira instância. O ex-presidente da Câmara dos Deputados é réu nos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão fraudulenta de divisas. Ele é acusado de ter recebido propinas milionárias por um contrato de aluguel de navios-sonda para a Petrobras e escondido o dinheiro em contas no exterior. Nesta segunda-feira, a defesa do peemedebista apresentou pedido de habeas corpus ao Tribunal Regional Federal da 4ª região (TRF4), em Porto Alegre.

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