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Cotidiano

Polícia reconstitui digitalmente rosto de esquartejado em São Paulo

Apesar da divulgação da ‘reconstituição facial’, identidade não foi revelada.

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Imagem mostra 'reconstituição facial' de vítima de esquartejador (Foto: Divulgação / Polícia Civil)

A Polícia Civil de São Paulo divulgou neste sábado (5) a imagem digitalizada do rosto do homem que teve o corpo esquartejado e espalhado em sacos plásticos na região central da capital no mês passado. Como a cabeça da vítima foi encontrada desfigurada, a identificação da face só foi obtida por meio de uma reconstituição feita a partir da análise computadorizada do formato do crânio.

Foi com o programa de computador de “reconstituição facial” da polícia que peritos conseguiram reproduzir o rosto que acreditam ser da vítima (veja foto acima). O nome e a identidade, no entanto, não foram divulgados porque ainda dependem da confirmação de exames de DNA.

Os pedaços do corpo do homem foram encontrados em sacos plásticos e em um carrinho de feira, ao lado do Cemitério da Consolação, em Higienópolis, em 22 de março. A cabeça foi achada em 27 de março, na Praça da Sé, na região central. Câmeras de segurança nos dois locais gravaram homens levando sacos parecidos com os deixados nesses pontos.

DNA
Depois de encontrados os pedaços do corpo, uma família procurou o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga o caso como crime de assassinato, e reconheceu parcialmente a cabeça como sendo de um parente desaparecido em março.

O nome e identidade foram apresentados ao DHPP, que, no entanto, não os divulga.

Procurada pelo G1 para comentar o assunto, a assessoria de imprensa da Delegacia Geral de Polícia (DGP) explicou que a identidade do homem só será divulgada após o resultado do teste de genético que é feito pela Polícia Técnico-Científica.

O material do corpo esquartejado foi comparado com o de familiares do desaparecido. A investigação apura se o esquartejado é o rapaz que sumiu.

Suspeito
Na sexta-feira (4), a polícia prendeu um suspeito de ter ligação com o esquartejamento do homem. Segundo a investigação, o detido seria o homem flagrado por câmeras de segurança do bairro de Higienópolis carregando um carrinho de feira com membros e o tronco. Ele não aparecia nas imagens que mostram outro suspeito carregando sacos perto da Sé.

Um retrato computadorizado do suspeito de agir em Higienópolis foi divulgado na quinta-feira (3) e ajudou na prisão dele. A imagem foi produzida a partir de cenas de vídeos registrados por câmeras de segurança de prédios da região.

Retrato falado do suspeito de espalhar pedaços do corpo de vítima (Foto: Reprodução TV Globo)Morador de rua, usuário de crack e com passagem pela polícia por roubo, o suspeito negou ter matado e esquartejado a vítima, mas confessou, segundo a polícia, que distribuiu os sacos com as partes do corpo perto do cemitério.

Ele alegou aos policiais que não sabia que os pedaços da vítima estavam dentro. Também declarou que recebeu R$ 30 de um homem em um carro prata para distribuir os sacos.

O suspeito estava em liberdade condicional, revogada em janeiro. Após isso, a Justiça decretou um mandado de prisão. Ele tinha sido condenado a uma pena de cinco anos e quatro meses por roubo.

O DHPP investiga se o homem esquartejado foi vítima de um crime passional. Parentes do desparecido informaram que ele tinha uma amante, que teria contratado dois homens para esquartejar o corpo. O motivo seria vingança, já que a mulher não aceitou o rompimento do relacionamento.

 

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