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Cotidiano

Polícia pede prisão de Patricia Lélis, suspeita de extorquir assessor de Feliciano

O pedido de prisão foi feito pelo delegado Luiz Roberto Hellmeister, titular do 3º DP (Bom Retiro)

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A Polícia Civil de São Paulo pediu, na última sexta (2), a prisão de Patricia Lélis, 22, que acusa o pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) de tentativa de estupro. Ela já havia sido indiciada em agosto sob suspeita de extorsão e falsa comunicação de crime.

O pedido de prisão foi feito pelo delegado Luiz Roberto Hellmeister, titular do 3º DP (Bom Retiro), que investigou se Lélis foi ameaçada e mantida em cárcere privado pelo chefe de gabinete de Feliciano, Talma Bauer, como ela havia afirmado.

O delegado concluiu que a afirmação era falsa e que a jovem tentou extorquir o assessor do deputado. A Polícia Civil paulista não investigou se houve de fato a tentativa de estupro relatada por Lélis -a competência para investigar Feliciano é da Procuradoria-Geral da República, devido ao foro privilegiado do parlamentar.

O órgão já pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) autorização para instaurar inquérito. O delegado Hellmeister disse que pediu a prisão preventiva de Lélis porque ela demonstrou ser perigosa ao mentir e acusar terceiros. “Ela vem ao longo do tempo comprometendo vidas”, afirmou.

O inquérito policial foi relatado à Justiça. Cabe ao Ministério Público de São Paulo manifestar-se nesta fase sobre o pedido de prisão. Procurado, o Ministério Público informou, por meio de sua assessoria, que o caso está sob segredo de Justiça e que não comentaria.

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