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Cotidiano

Polícia identifica homem que lançou rojão contra cinegrafista

Delegado pretende pedir a prisão do responsável por detonar o explosivo. Tatuador preso colaborou em reconhecer acusado

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A Polícia Civil deve pedir ainda esta noite a prisão do homem acusado de lançar o rojão que feriu e matou o cinegrafista Santiago Andrade, da rede Bandeirante. De acordo com uma nota divulgada pela instituição, o acusado está identificado e qualificado. “A Polícia Civil já está representando pela prisão dele na Justiça”, diz a nota. Já está preso o tatuador Fábio Raposo Barbosa, que confessou ter passado ao homem que aparece nas imagens de camisa cinza e calças jeans. Ele, então, acendeu e lançou o rojão. O cinegrafista teve morte cerebral diagnosticada esta manhã.

O tatuador e o homem que acendeu o rojão, a partir de agora, respondem por homicídio doloso e por explosão, crimes que podem render até 35 anos de prisão. De acordo com o delegado Maurício Luciano, da 17ª (São Cristóvão), Raposo reconheceu, em imagens, o homem que ele próprio aponta como o responsável por lançar o projétil. “Ele (Raposo) afirmou que o rapaz tem perfil violento e que o conhecia apenas das manifestações, não tinha ligação com ele”, disse o delegado.

Na primeira imagem, artefato já aparece aceso perto de árvore. Um fotógrafo que estava no local e não quer ser identificado disse que o explosivo foi lançado por um jovem mascarado, que aparece de camiseta cinza, correndo, no canto direito da imagem

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“Foi um homicídio intencional. O que se procurou foi atingir as forças policiais. Santiago Andrade infelizmente foi colocado na linha de tiro”, disse o delegado. O tatuador também disse à polícia que o responsável por lançar o artefato tem função de “brigar e enfrentar a polícia”.

Na manhã desta segunda-feira, o advogado Jonas Tadeu Nunes, que defende Raposo, apresentou à Polícia Civil a identificação do homem que detonou o rojão. O objetivo do defensor é tentar obter para seu cliente o benefício da delação premiada. Segundo o delegado, caberá à Justiça decidir se a contribuição dada pelo tatuador pode ser entendida como uma colaboração que permite redução de pena.

 

 

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