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Pesquisa comprova eficiência de telas de vidro ou acrílico contra Covid em salas de aula

O ideal é que a proteção seja aproximadamente 30 cm mais alta do que o aluno sentado

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Um estudo da Universidade do Novo México comprovou a eficácia de instalar barreiras de vidro, acrílico ou acetato em salas de aula para evitar a disseminação da Covid-19. A pesquisa também recomenda espaçar mais as carteiras e manter as janelas abertas.

As conclusões tomam como base simulação computadorizada que investiga a circulação de gotículas e aerossóis (partículas muito pequenas em suspensão no ar) no ambiente. As descobertas foram publicadas na revista Physics of Fluids, do Instituto Americano de Física (API, na sigla em inglês).

As barreiras transparentes utilizadas no estudo tinham 70 cm de altura. O ideal é que a proteção seja aproximadamente 30 cm mais alta do que o aluno sentado. A sala analisada era equipada com ar-condicionado, e as barreiras de vidro ou de acetato se mostraram eficazes nessa condição.

“Elas não param as partículas de 1 mícron [milésima parte do milímetro] diretamente, mas influenciam o campo de fluxo de ar local perto da fonte e reduzem a transmissão de forma consistente”, afirma Khaled Talaat, um dos autores da pesquisa.

Talaat recomenda a instalação desse tipo de barreira em frente às carteiras em qualquer sala de aula, com ou sem ar-condicionado. “Essas telas podem proteger parcialmente contra gotículas liberadas durante tosse e espirros. Não são uma alternativa às máscaras, apenas uma camada extra de proteção”, diz.

“Quando há uma barreira, você muda a dinâmica do fluxo de ar naquele espaço confinado. Se um jato de ar sai da boca de uma pessoa, a barreira pode mudar a trajetória de modo que as partículas não fiquem na altura da respiração da criança da carteira seguinte”, reforça Milena Ponczek, pós-doutoranda em ciências atmosféricas no Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP).

Ponczek explica que, quando uma pessoa fala, tosse ou espirra, joga para fora ar repleto de partículas de diferentes tamanhos. “Se alguém estiver infectado com coronavírus, essas gotículas estarão com o vírus. Uma gotícula expelida pode conter centenas deles”, diz. Um complicador é que, com o passar do tempo, essas partículas perdem água, ficam mais leves e, consequentemente, passam mais tempo flutuando. “Quanto maior o período num espaço fechado, maior o risco”, alerta.

 

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