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Cotidiano

Palmares pode perder 8 médicos cubanos do programa Mais Médicos

Decisão partiu do governo de Cuba, com base em declarações ‘ameaçadoras’

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Oito médicos cubanos vinculados ao programa social Mais Médicos devem deixar a cidade de Palmares até o fim deste mês. Eles atendem em vários bairros espalhados pelo município os profissionais estrangeiros atuam em Palmares sob acordo de cooperação.A informação foi confirmada ao PortalPE10 pelo secretário de saúde município de Palmares, Francisco Bernardo.

A decisão – ainda sem data definida – foi anunciada pelo Ministério da Saúde Pública de Cuba. Nesta quarta (14), o governo do país caribenho informou que deixaria o Mais Médicos, citando “referências diretas, depreciativas e ameaçadoras” feitas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro à presença dos médicos cubanos no Brasil.

Já o presidente eleito afirma que Cuba não quis aceitar condições para continuar no programa. De acordo com o Ministério da Saúde, a formulação do edital para substituição dos médicos cubanos será finalizada ainda nesta sexta, durante reunião com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (16) que fará ainda este mês a seleção para contratar profissionais brasileiros em substituição aos cubanos que fazem parte do Programa Mais Médicos.

A pasta finaliza nesta sexta-feira a proposta de edital para preencher 8.332 vagas deixadas pelos cubanos. As medidas são pauta de reunião do governo brasileiro com representantes da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

A expectativa do ministério é que os médicos brasileiros selecionados nesta nova etapa comecem a trabalhar nos municípios imediatamente após a seleção, o que deve ocorrer ainda este ano.

Preocupação

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Glademir Aroldi, divulgou nota na qual ressalta a preocupação dos prefeitos de cidades com menos de 20 mil habitantes com a saída dos cerca de 8,3 mil profissionais cubanos que atuam no Programa Mais Médicos. A entidade alerta que é preciso substituí-los sob o risco de mais de 28 milhões de pessoas ficarem desassistidas.

“A presente situação é de extrema preocupação, podendo levar a estado de calamidade pública, e exige superação em curto prazo”, diz a nota. “Acreditamos que o governo federal e o de transição encontrarão as condições adequadas para a manutenção do programa.”

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