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Cotidiano

Pai de adolescente morta em Maria Farinha soube do caso vendo vídeo em lanchonete

Velório da menina foi realizado na manhã desta quarta-feira, no cemitério de Santo Amaro

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O clima de tristeza tomou conta do local do velório / Foto: Felipe Ribeiro/JC Imagem

A adolescente de 14 anos, que foi assassinada por outras dua menores em Maria Farinha, foi velada na manhã desta quarta-feira (26), no Cemitério de Santo Amaro, área central do Recife. Sob forte comoção e pedidos de Justiça, amigos e familiares se despediram da menina. A mãe da jovem estava muito abalada e precisou ser colocada em uma cadeira de rodas.

 Pai da adolescente não quis de identificar

O pai também esteve no Cemitério e contou para a imprensa que ficou sabendo da morte da filha vendo o vídeo do brutal do assassinato que circula nas redes sociais. “Estava indo para minha casa. Quando cheguei em uma lanchonete, fui comer alguma coisa, as pessoas estavam compartilhando o vídeo: ‘duas meninas mataram outra em Maria Farinha’. Eu falei ‘cadê, deixa eu ver?'”, relatou. “Eu não vi o rosto, mas vi o perfil. Já me deu um calafrio. Aí eu fiz, ‘ei, cara, mostra o rosto'”, continuou. Diante da resistência das pessoas, o homem revelou que a menina do vídeo poderia ser sua filha. “Eu falei ‘por favor, adianta, ela é minha filha!’. Todo mundo parou, olhou assim e aceleraram o vídeo. Quando eu olhei, tive um choque”, descreveu emocionado o pai. 

O namorado da jovem também estava na cerimônia e contou que falou com ela na manhã do crime. “Ela passou no meu trabalho de manhã para ir para à escola e me pediu dinheiro para lanchar. Ela olhou para mim e disse: ‘meu amor, eu te amo’. Aí eu disse ‘te amo, vida'”, descreveu. Segundo o namorado, quem contou o que tinha acontecido foi a própria mãe da vítima. “Quando cheguei na rua de casa, a mãe dela se deparou comigo e perguntou por ela. Ai eu disse:’tá na escola’. Ela falou ‘tá não, mataram ela’. Alguém já tinha mandando para ela o vídeo e a foto”, conta o jovem.]

Relação com uma das suspeitas

O pai e o namorado confirmaram que a jovem tinha um relacionamento conturbado com uma das suspeitas de cometer o crime. Segundo o pai, a filha de 14 anos chegou a fugir de casa por 20 dias quando namorava com a suspeita.

“Ela sofria agressões tanto psicológicas quanto físicas”, afirmou o pai, que disse ter chegado a proibir o relacionamento. De acordo com o namorado, a vítima tinha marcas de agressões pelo corpo. “Ela tinha medo dela, porque ela batia nela. Tinha várias cicatrizes de faca na perna”, conta o jovem.

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