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Cotidiano

Os erros comuns cometidos na academia

Exercitar-se de maneira correta ajuda a melhorar a forma física e afastar o risco de lesões

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Ganho de massa muscular, emagrecimento, saúde. As pessoas praticam atividade física com objetivos diversos. Para alcançar a meta, não basta se exercitar — é preciso se exercitar do jeito certo. Exagerar na carga, pular o aquecimento e seguir sempre a mesma série são alguns erros que atrabalham o progresso na academia. ?”Fazer qualquer exercício de maneira incorreta pode causar lesões articulares e musculares, fadiga excessiva, câimbras, falta de ar e diminuição do desempenho e dos resultados nos treinamentos”, diz Flavia Martinez, educadora física e diretora do Laboratório do Exercício, da Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Conheça alguns erros comuns na academia.

Esquecer-se de alongar

A flexibilidade facilita a movimentação correta do corpo e potencializa o rendimento de exercícios como musculação e corrida. Por isso, o alongamento é importante. A recomendação é alongar-se em dias diferentes do treino aeróbio e anaeróbio e respeitar o próprio limite de alongamento. “A falta de flexibilidade causa encurtamento dos músculos, o que dificulta o movimento e diminui a força”, diz Paulo Correia.

Exagerar na carga

Esse é um erro comum entre os adeptos da hipertrofia, modalidade de musculação focada no ganho de massa muscular. A cada contração, as fibras musculares sofrem microlesões, que, ao se regenerarem, tornam o músculo mais resistente e volumoso — o desejo de todo atleta. O problema é que o peso exagerado pode fazer o músculo se distender demais e, no processo de regeneração, criar fibroses, machucados que causam perda de elasticidade. “Além disso, ao exagerar no peso, a pessoa transfere o esforço do exercício para outras articulações e, principalmente, para as costas, o que pode lesionar seriamente a coluna”, explica Flavia Martinez, educadora física e diretora do Laboratório do Exercício, da Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Pular o aquecimento

O aquecimento é uma das etapas mais importantes do treino, principalmente para quem treina com cargas altas e ritmo forte. Caminhar ou correr por 15 minutos na esteira prepara os músculos para o estímulo da musculação. “Caso os músculos não estejam prontos e sejam recrutados de maneira intensa, podem sofrer lesões e distensões musculares”, diz Renata Castro.

Negligenciar a postura nos exercícios

A postura correta é aquela em que a coluna está alinhada ao centro de gravidade do corpo. Essa posição é mais confortável e evita machucados na coluna. A supervisão de professores e o auxílio dos espelhos ajudam a encontrar a posição adequada. “É importante lembrar que nem sempre manter a coluna totalmente reta é o ideal. Por isso, o acompanhamento do educador físico é importante, sobretudo nas primeiras vezes em que o exercício for feito”, diz Paulo Correia.

 

Para quem faz uso dos cinturões posturais (que ajudam a pessoa a estabilizar a coluna e, assim, pegar mais peso), a chance de criar dependência é grande. “Quando a pessoa fizer algum exercício sem o acessório, ela poderá ter uma lesão na lombar ou na coluna. O cinturão foi feito para halterofilistas. Frequentadores normais de academia não devem usá-lo”, explica Correia.

Não ter uma rotina de treino

Treinar uma semana sim, duas não; sumir da academia por um mês; não se exercitar por quatro dias seguidos. Esses são alguns exemplos de falta de rotina no treinamento. “Caso a pessoa não mantenha a regularidade no treinamento, ela não colherá benefícios cardiovasculares e musculares. O corpo precisa ser exercitado regularmente para sair da fase de acomodação e fazer as mudanças necessárias para se adaptar ao estímulo do exercício”, diz Flavia Martinez.

Seguir sempre a mesma planilha de exercícios

Os músculos precisam de estímulos variados para se desenvolver. Passar mais de três meses repetindo a mesma série de musculação faz com que os músculos se adaptem ao exercício e parem de crescer. Pequenas variações já trazem resultados. “Mudar a forma de pegar o peso ou a posição do banco já oferecem um novo estímulo ao organismo”, diz Paulo Correia.

Fontes: Paulo Correia, fisiologista do esporte da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Renata Castro, coordenadora do Serviço de Clínica Médica do Hospital Oeste D’or e especialista em medicina do exercício e do esporte, Flavia Martinez, educadora física e diretora do Laboratório do Exercício, da Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Luiz Fernando Kruel, especialista em ciência do movimento humano e coordenador do grupo de pesquisas de atividades aquáticas e terrestres da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

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