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Cotidiano

ONS culpa (de novo) raios por apagão— nem Dilma cai nessa

Diretor do órgão negou falha humana e sobrecarga como causas do blecaute e atribuiu culpa aos raios

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Trabalhadores fazem manutenção em rede elétrica na zona sul de São Paulo

O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, afirmou que uma das hipóteses do apagão que atingiu treze Estados e o Distrito Federal na última terça-feira é a de ter havido uma descarga atmosférica (raio) que tenha provocado dois curtos-circuitos. “É uma das hipóteses. Temos que verificar com os institutos especializados se havia descargas no momento. Eles têm como identificar isso”, afirmou.

Trata-se da segunda vez em pouco mais de um ano que o órgão aventa a possibilidade de culpar as condições climáticas. No final de 2012, em apagão semelhante, Chipp fez a mesma constatação, que foi rebatida imediatamente pela presidente Dilma, ao afirmar a jornalistas, à época, que, “no dia em que falarem para vocês que é raio, gargalhem”.

Dilma havia rechaçado as afirmações de Chipp, afirmando que raios não tinham o poder de “desligar o sistema”. “Se desligou, é falha humana”, disse a presidente. A explicação oficial sobre apagão de 2012 foi um incêndio em uma linha que ligava o sistema Norte-Nordeste ao sistema Sul-Sudeste. Desta vez, apesar de o ONS ainda não ter divulgado um relatório oficial sobre o apagão, Chipp foi categórico ao afirmar que não havia sido efeito de sobrecarga ou falha humana. “Não há nenhuma linha de transmissão operando fora do limite”, afirmou.

A presidente ainda não se pronunciou oficialmente sobre o apagão. Mas, se não mudar de ideia, vale a declaração de um ano atrás. “Não é sério dizer que a culpa é do raio. Teve falha humana. Raio é derivado de chuva, que é crucial para o sistema funcionar”, afirmou.

O governo vem negando problemas de abastecimento de energia no país. Tanto o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, quanto secretário-executivo da pasta, Márcio Zimmerman, afirmaram que o Brasil não corre o risco de enfrentar período de racionamento.

Contudo, duas informações contradizem a retórica governista. A primeira mostra que justamenteum minuto antes do blecaute, o país havia atingido seu pico histórico de consumo. A segunda se refere às termelétricas, que garantem o abastecimento em períodos de seca. Segundo a coluna Radar On-line, do site de VEJA, falta muito pouco, menos de 1000 megawatts, para que o limite máximo de geração de energia das usinas seja alcançado.

(Com Estadão Conteúdo)

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