Nos siga nas redes sociais

Cotidiano

‘O revólver atirou sozinho’, afirma assassino de empresária em Olinda

Mahatina Gracio de Carvalho, 27, dona do Caldinho da Codorna, foi atingida no coração por um tiro quando tentava fugir de assalto na noite de sexta

Publicado

em

ás


O revólver disparou sozinho”. Essa foi a justificativa dada por Salatiel Brandão dos Santos Júnior, 21 anos, para o tiro que atingiu o coração de Mahatina Gracio de Carvalho, 27, dona do Caldinho da Codorna, que morreu dentro do carro na Avenida Tiradentes, no bairro de Rio Doce, em Olinda, na noite de sexta-feira (5). A “confissão” foi registrada por policiais que interceptaram um HB-20 cinza com três pessoas em um bloqueio da Operação Lei Seca poucas horas depois do assassinato.

Leia também:

Empresária é morta em Olinda na volta do trabalho para casa

Salatiel disse que o revólver 38 que usou e “disparou sem querer” estava escondido na casa em que morava com a mãe na estrada da Mangabeira. Negou que tivesse a intenção de matar Mahatina, que tinha acabado de deixar um funcionário em casa. O objetivo, segundo ele, seria apenas roubar os pertences. O tiro perfurou o vidro da janela do carro da empresária quando ela tentou escapar. Salatiel fugiu do local levando a bolsa dela e o celular de uma outra funcionária que estava dentro do veículo.

O HB-20 cinza que foi parado na blitz da Lei Seca correspondia à descrição feita por rádio aos PMs que estavam na área próxima ao crime via rádio. A postura nervosa dos integrantes do carro ajudou a confirmar a suspeita. Foram encontrados a bolsa marrom de couro de Mahatina, totalmente revirada, os documentos dela e R$ 127, além do celular da funcionária.


João Carlos dos Santos Barbosa Santana da Silva, de 19 anos, que estava no banco dianteiro do passageiro do HB-20 quando foi parado na blitz confessou participação no crime, mas disse que o objetivo era “somente a bolsa”. Negou que estivessem monitorando os movimentos da vítima, acreditando que ela estaria com o apurado do movimento do Caldinho da Codorna do dia. “A gente tava passeando e viu o carro”, disse. Admitiu que havia cheirado cocaína momentos antes da ação criminosa.

O terceiro preso, Eudes Carneiro do Vale Filho, motorista de aplicativo, dono do HB-20 cinza com placa do município do Paulista, foi o único a não admitir participação no crime. Disse aos policiais que havia pego a dupla na saída de Rio Doce. Disse que conhecia Salatiel e João Carlos “há muito tempo”, mas ficou revoltado com ele quando foi informado de que teria participado da ação, segundo depoimento dos outros acusados.

Apesar da alegação dos suspeitos de que o crime não foi premeditado, a polícia vai investigar se a vítima vinha tendo sua rotina monitorada pelo trio. A informação de que também um homem em uma moto teria participado no crime ainda não foi comprovada.

Continue Reading
Publicidade
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Copyright © 2013 - 2021 PortalPE10.