Nos siga nas redes sociais

Sem categoria

O ‘BBB14’ e a cultura das periguetes

A ‘casa mais vigiada do Brasil’ se aproveita, cada vez mais, do excesso de exposição física, característica que marca o

Publicado em

às

Da Polônia aos Estados Unidos, já foram feitas as mais variadas versões para o reality show que confina em uma mesma casa um grupo de pessoas em busca de fama e de um tentador prêmio em dinheiro, e que talvez seja o mais popular do mundo no gênero, o Big Brother. Na sua fórmula de sucesso, que explica a difusão e a longevidade do programa, criado em 1999 pelo holandês John de Mol, está uma apurada escolha dos participantes. Escolha que tem cores locais, de acordo com os gostos e a cultura de cada país, e que no Brasil costuma privilegiar corpos bombados e sarados, com destaque para aquela figura que já tomou o centro na teledramaturgia nacional: a periguete. Protagonista da versão do reality exibida pela Globo, o tipo parece chegar ao auge nesta 14ª edição, em que, além de ser representado com louvor pela eliminada Letícia, tem outras várias candidatas (e até candidatos) a carregar adiante o seu estandarte.

Dos vinte participantes iniciais da casa, todas as mulheres se encaixavam num padrão. Eram todas esbeltas, torneadas e jovens – as duas mais velhas, Princy e Aline, têm apenas 32 anos. Entre os homens, o modelo é parecido, com uma explosão dos músculos, é claro. Deles, o já eliminado Vagner era o mais velho, com meros 37 anos.

“A periguete já se tornou um arquétipo feminino. Seus principais atributos são a determinação e o apelo sensual, bem ao gosto popular. Ela tem admiradores tanto quanto provoca repulsa”, diz Wilson José Gonçalves, professor de Antropologia Cultural da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul e autor do estudo Periguete – Arquétipo Feminino.

Há tempos a mulher que veste roupas curtas, tem personalidade forte e aposta nas curvas para chamar a atenção da rapaziada faz parte dos roteiros de novela. Bons exemplos disso são a Darlene (Deborah Secco) de Celebridade (2004), a Suelen (Isis Valverde) de Avenida Brasil (2012), e, recentemente, em uma versão por assim dizer diferenciada, a Valdirene (Tatá Wernek) de Amor à Vida. A última, aliás, passou 12 horas confinada no BBB14 com os demais participantes do reality, período em que, pautada para fazer graça, despejou no ar todos os clichês conhecidos da atração, como dançar até o chão nas festas, fazer amizades eternas em vinte minutos ou levar um dos rapazes descamisados para debaixo do edredom.

Porém, justiça seja feita: os homens do BBB14 provam que os sintomas de “periguetismo” não são inerentes apenas às mulheres. Assim como as moçoilas, os brothers exibem corpos esculpidos à base de muita malhação (e whey protein), sensualizam à beira da piscina e não perdem tempo na tentativa de levar a melhor com as garotas da casa. Roni e Júnior que o digam. O primeiro fez par com a sonsa Tatiele, mas era um poço de atenção com o “irmão” Marcelo. Enquanto Júnior, no pouco tempo que ficou confinado, se envolveu com Angela e Letícia, sendo que tinha uma namorada fora da casa. 

Segundo a socióloga Claudete Pagotto, da faculdade Metodista, é normal o espectador assistir a um programa de TV e se sentir atraído por aquela trama, por se identificar com o que vê ou por querer ser igual ao que está no ar. “Se alguém tem o corpo bonito, é extrovertido e chama a atenção, essa pessoa tem características que promovem o desejo no outro, que busca se espelhar.” (Revista Veja)

E você leitor do PortalPE10 qual a sua opinião em relação ao programa da Rede Globo ?

Continue Reading
Publicidade
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Copyright © 2013 - 2021 PortalPE10 | O Portal que faz a Diferença.