Pernambuco
Caso Miguel 'Fiz tudo que podia e, se pudesse voltar no tempo, eu voltava', diz Sari Corte Real
Caso Miguel 'Fiz tudo que podia e, se pudesse voltar no tempo, eu voltava', diz Sari Corte Real
Publicada em 06 de julho de 2020 às 06:22:34.
Por: Marcos André | Fonte: G1


Sarí Corte Real é primeira-dama de Tamandaré — Foto: Reprodução/TV GloboPouco mais de um mês após a morte do pequeno Miguel Otávio de Santana, de 5 anos, que no dia 2 de junho caiu do 9º andar de um prédio de luxo na área central do Recife, a primeira-dama do município de Tamandaré, Sarí Corte Real, indiciada pela morte da criança, falou pela primeira vez sobre o caso. Em entrevista ao programa Fantástico, da Rede Globo, a ex-patroa de Mirtes Souza, mãe do menino, disse que fez “tudo o que podia” na ocasião para convencer o garoto a sair do elevador e que, caso venha a ser condenada, cumprirá a pena que a Justiça determinar.

“Eu sinto que fiz tudo o que eu podia. Se eu pudesse voltar no tempo, eu voltaria, se soubesse que isso ia acontecer, eu tentaria fazer mais do que eu fiz naquela hora. Não sei o que eu faria diferente, naquela hora eu fiz tudo o que eu podia, mas em nenhum momento eu fiz aquilo prevendo o que iria acontecer”, afirmou Sarí.




Durante a entrevista, a esposa do prefeito Sérgio Hacker (PSB) também deu sua versão sobre tudo o que ocorreu no dia da morte de Miguel e contestou pontos do inquérito elaborado pela Polícia Civil. De acordo com as investigações, por exemplo, ao deixar a criança no elevador, Sarí teria apertado o botão da cobertura e retornado ao seu apartamento para continuar a fazer as unhas com uma manicure. Ela nega. “Não deu tempo de sentar. Naquela situação não tinha como (voltar para fazer as unhas)”, cravou.

Ao ser questionada sobre o porquê de não ter retirado a criança a força de dentro do elevador, Sarí afirmou que não se “sentiu segura” para chamar a atenção do menino e que acreditava que ele retornaria sozinho ao andar onde fica o seu apartamento. “O maior contato que eu tive com Miguel foi durante esses dois meses, na pandemia, e todas as vezes em que foi necessário chamar a atenção dele, eu solicitei à mãe ou à avó para fazer isso. Eu nunca me dirigi diretamente a ele para repreendê-lo. Eu não me senti segura para isso”, detalhou a primeira-dama.

Na última sexta-feira (3), o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recebeu o inquérito que apurou as circunstâncias da morte de Miguel e culminou com o indiciamento de Sarí por abandono de incapaz com resultado morte. Na visão do delegado Ramon Teixeira, responsável pelo caso, houve “dolo de abandonar” por parte da primeira-dama.



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