Governo
Bolsonaro nomeia Carlos Alberto Decotelli da Silva para ministro da Educação
O novo ministro chega ao cargo depois das turbulentas saídas de Vélez e Weintraub.
Publicada em 25 de junho de 2020 às 15:53:17.
Por: Redação PortalPE10 | Fonte: CNN Brasil

O presidente Jair Bolsonaro nomeou nesta quinta-feira (25) Carlos Alberto Decotelli da Silva para ministro da Educação. A escolha do substituto de Abraham Weintraub foi anunciada pelo presidente em sua página no Facebook. A nomeação foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União.

Decotelli foi presidente do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) entre dezembro de 2018 e agosto de 2019, segundo o currículo Lattes do novo ministro -- ou seja, já no governo Bolsonaro. 



Segundo informações divulgadas pelo presidente, Decotelli é bacharel em Ciências Econômicas pela Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), mestre pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), doutor pela Universidade de Rosário, na Argentina, e pós-doutor pela Universidade de Wuppertal, na Alemanha.

O novo ministro também é oficial da reserva da Marinha e lecionou cursos para militares.

Decotelli será o terceiro ministro da Educação em um ano e meio de governo Bolsonaro, e não vinha figurando nas listas de cotados para assumir o MEC. Antes dele, ocuparam o cargo Ricardo Vélez Rodríguez e Abraham Weintraub.

Um dos principais desafios que Decotelli deverá encarar é a realização do Enem 2020, que foi adiado devido à pandemia de Covid-19 e ainda não teve uma nova data confirmada. A prova estava prevista para novembro. O MEC conduz até julho uma enquete com os inscritos para que escolham a nova data da prova.

O novo ministro chega ao cargo depois das turbulentas saídas de Vélez e Weintraub. Vélez ficou menos de quatro meses no MEC, e Weintraub, pouco mais de um ano. Ambos colecionaram polêmicas durante suas gestões.

Weintraub, por exemplo, está respondendo a um processo em que é acusado de racismo e pode ser incluído no chamado inquérito das fake news, em que o STF (Supremo Tribunal Federal) apura ameaças, ofensas e disseminação de notícias falsas sobre a Corte. Na reunião ministerial de 22 de abril, o ex-ministro chamou os integrantes do Supremo de "vagabundos" e defendeu a prisão deles.


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Tags: Brasil, Política, Governo, Bolsonaro
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