Brasil
Estudo revela que pacientes tratados com cloroquina têm maior probabilidade de morrer ou de desenvolver arritmias cardíacas
Amplo estudo aponta maior risco de morte em tratamento com hidroxicloroquina
Publicada em 22 de maio de 2020 às 13:54:49.
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Um novo estudo publicado na revista médica The Lancet nesta sexta-feira (22) afirma que pacientes infectados pelo novo coronavírus tratados com hidroxicloroquina ou cloroquina têm maior probabilidade de morrer ou de desenvolver arritmias cardíacas perigosas.

O medicamento teve seu protocolo de uso alterado no Brasil nesta semana pelo Ministério da Saúde, que passou a recomendar seu uso mesmo em casos com sintomas leves. Essa mudança está entre os principais motivos que causaram a demissão de Nelson Teich e Luiz Henrique Mandetta do cargo de ministro da Saúde.



Os pesquisadores analisaram dados de 96.032 mil pacientes com Covid-19 de 671 hospitais. Todos foram hospitalizados do final de dezembro a meados de abril e morreram ou tiveram alta médica até 21 de abril.

Ao todo, foram analisados 14.888 pacientes tratados com uma das drogas – apenas hidroxicloroquina (1.868), cloroquina (3.016) – ou um desses medicamentos combinados com um antibiótico – cloroquina e antibiótico (3.783) ou hidroxicloroquina com antibiótico (6.221). Foi formado também um grupo de controle com 81.144 pessoas que não receberam nenhum desses tratamentos.

No grupo de controle, cerca de 1 em cada 11 internados morreu (9,3%). Já entre os tratados com as quatro combinações possíveis das drogas, foi verificado um maior risco de morte no hospital.

Considerando o tratamento apenas com cloroquina ou apenas com hidroxicloroquina, a taxa de morte foi de cerca de 1 paciente a cada 6 internados (16% no caso da cloroquina e 18% no uso da hidroxicloroquina).

Nas combinações de cloroquina e um antibiótico, as mortes foram de mais de 1 em cada 5 (22,2%) e, por fim, quando a hidroxicloroquina foi combinada com antibiótico esse índice ficou quase 1 morte a cada 4 tratamentos (23,8%).

Os pesquisadores também descobriram que arritmias cardíacas graves foram mais comuns entre os pacientes que receberam qualquer um dos quatro tratamentos. O maior aumento foi entre o grupo tratado com hidroxicloroquina e antibiótico: 8% desses pacientes desenvolveram arritmia cardíaca, em comparação com 0,3% dos pacientes no grupo de controle.



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