Brasil
Publicada em 26 de janeiro de 2020 às 10:16:26. Atualizada em 26 de janeiro de 2020 às 10:16:26.
“Resgate” de Marcola pago pelo PCC aumenta para R$ 200 milhões
Segundo as apurações da polícia, a facção utilizaria dois helicópteros blindados, além de granadas, metralhadoras de calibre .50 e fuzis
Por: Marcos André | Fonte: G1



Preso no Distrito Federal desde março do ano passado, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola – liderança máxima do Primeiro Comando da Capital (PCC) –, já teria desembolsado cerca de R$ 200 milhões para os comparsas o “resgatarem” da prisão. O dado foi confirmado pelo Metrópoles com fontes ligadas à segurança pública.

Inicialmente, a informação era a de que o montante de R$ 80 milhões já teria sido repassado aos encarregados de elaborarem o suposto plano de de fuga. O aumento de 150% no valor ocorre exatamente no momento em que se completa um ano da transferência de Marcola para os presídios de segurança máxima.



Exército

Em dezembro do ano passado, a ação de criminosos que pretendiam libertar o chefe da facção foi revelada pelo site Metrópoles em primeira mão. A suspeita fez com que os ministérios da Justiça e da Defesa fechassem um acordo para intensificar a segurança do complexo, localizado em São Sebastião.

Militares do Exército Brasileiro foram direcionados para a penitenciária de segurança máxima, onde ficaram de prontidão, com carros blindados. As informações sobre o plano de resgate partiram de São Paulo.O estado é berço da facção criminosa. 

Marcola foi transferido para a capital federal em março sob forte aparato policial. Há indícios de que o suposto resgate já estaria pago e seria feito pelo traficante internacional Gilberto Aparecido dos Santos, conhecido como Fuminho. Ele é um dos principais nomes do PCC que estão soltos e atuam nas ruas.

De acordo com informações, os criminosos estariam aguardando o aval de Fuminho para colocar o plano em prática. O PCC teria reunido um verdadeiro exército de alto nível e com criminosos que possuem conhecimento militar e de armamentos.

A facção já teria mapeado os arredores do complexo penitenciário em Brasília com o uso de drones.

Líder

Marcola foi preso pela primeira vez pela polícia paulista no fim da década de 1990, por roubos a carros-fortes e bancos. Já na prisão, recebeu a condenação por formação de quadrilha, tráfico de drogas e homicídio.



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