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Sem mostra provas, Bolsonaro diz que petróleo no Nordeste foi despejado ‘criminosamente’
Sem provas, Bolsonaro diz que petróleo no Nordeste foi despejado ‘criminosamente’
Publicada em 08 de outubro de 2019 às 15:05:34.
Por: Marcos André | Fonte: G1



O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (8) que há a possibilidade de que o derramamento de óleo em praias do Nordeste tenha sido criminoso. Ele, no entanto, ponderou que as investigações ainda estão em curso e evitou comentar sobre o envolvimento de outros países. Mesmo sem o Palácio do Planalto confirmar oficialmente, um “suspeito” é a Venezuela.

“Não quero gerar um problema com outros países. (…) É um volume que não está sendo constante. Se fosse um navio que tivesse afundado, estaria saindo ainda óleo. Parece que criminosamente algo foi despejado lá”, disse Bolsonaro nesta manhã ao deixar o Palácio da Alvorada em direção ao Palácio do Planalto.

O presidente afirmou que não há prazo para o fim das investigações e apontou dificuldades para se chegar a conclusões. “A densidade é um piche, um pouco maior que a densidade da água salgada. Então, não fica na superfície. Ele fica submerso. Esse é outro problema que estamos enfrentando lá”, disse.



O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, acompanhou Bolsonaro na saída do Alvorada. Salles afirmou que o fluxo de óleo está em um movimento constante de ser levado para a costa e depois para o mar, o que dificulta o recolhimento do material. “Nosso papel é agir rápido como tem sido feito para retirar o que está em solo, mas também aprofundar a investigação para descobrir a origem”, disse Salles.

Na segunda-feira (7), o ministro havia afirmado que mais de 100 toneladas de borra de petróleo já tinham sido recolhidas nas praias do Nordeste – a maior parte (cerca de 58 toneladas) no estado de Sergipe. Manchas de óleo, ainda de origem desconhecida, já foram identificadas em pelo menos 133 pontos do litoral desde o começo de setembro, em 68 cidades dos nove Estados do Nordeste.

Na rápida fala desta terça, Bolsonaro voltou a demonstrar relação conturbada com a imprensa. Ele encerrou abruptamente a entrevista coletiva ao ser questionado sobre a ação do Ministério Público Federal que apontou um quadro generalizado de tortura em presídios do Pará que passaram a ser controlados por uma força-tarefa autorizada pelo Ministério da Justiça. A informação foi publicada neste terça pelo jornal O Globo.


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