Governo Bolsonaro
Publicada em 29 de setembro de 2019 às 06:07:18. Atualizada em 29 de setembro de 2019 às 06:07:18.
Antes de ser a 'índia de Bolsonaro', Ysani curtia feminismo, LGBT e Jean Wyllys
Até o psolista Jean Wyllys, que dizia admirar "desde a época do 'Big Brother'", tinha sua estima.
Por: Marcos André | Fonte: Folha de São Paulo



Antes de epítetos como "a índia de Bolsonaro", Ysani Kalapalo, a autoproclamada "indígena do século 21", não era tão de direita assim.

Ao menos não pela régua que costuma dar as medidas ideológicas no Brasil: falava bem de feminismo, LGBT e sexualidade "moderna" nas aldeias e mal da catequização dos povos. Até o psolista Jean Wyllys, que dizia admirar "desde a época do 'Big Brother'", tinha sua estima.



Do povo kalapalo, no Alto Xingu (MT), a youtuber começou a elevar os decibéis direitistas de seu discurso na campanha presidencial de Jair Bolsonaro (PSL), a quem apoiou com entusiasmo. Na terça (24), num movimento que despertou a fúria de lideranças indígenas de seu Xingu natal, foi levada pelo presidente à Assembleia Geral da ONU e citada em seu discurso como aquela capaz de "externar toda a realidade vivida pelos povos indígenas do Brasil".

Tratamento simetricamente oposto teve o cacique Raoni. Chegou ao fim o "monopólio" do líder caiapó de 89 anos, referência mundial da causa, disse Bolsonaro. Ysani, que estima ter 28 anos (sua cultura não conta idade), espelha o presidente ao afirmar que "um único cacique não fala por nós". Foi o que disse em entrevista no Congresso, na quarta (25), enrolada numa bandeira do Brasil e ladeada por deputados do PSL. No mesmo dia, Raoni defendeu na Câmara que Bolsonaro deveria "sair para o bem de todos

Tags: Politica, Governo, Bolsonaro,
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