Pernambuco
Publicada em 11 de janeiro de 2019 às 21:52:09. Atualizada em 11 de janeiro de 2019 às 21:52:09.
Empresa investigada por fraudes no fornecimento de merendas demite mais de 1.300 funcionários
Segundo a Casa de Farinha, desligamentos foram ocasionados pela proibição judicial de participar de novas licitações
Por: Marcos André | Fonte: G1



A Casa de Farinha, empresa investigada numa operação que apura fraudes no fornecimento de merenda escolar, demitiu mais de 1,3 mil funcionários nesta sexta-feira (11). Segundo a direção, os desligamentos ocorrem porque a Justiça proibiu a empresa de participar de licitações com a administração pública.

Por meio de nota, a Casa de Farinha informou que "as demissões tornaram-se inevitáveis" após a decisão da juíza de Ipojuca, Idiara Bueno Aires. A empresa julgou "grave" e "sem provas" a determinação e disse que a decisão "compromete a alimentação de mais de 300 mil pessoas por dia e a renda de mais de 6.000 famílias envolvidas direta e indiretamente".



A proibição foi determinada após um pedido adicional feito numa denúncia do Minitério Público de Pernambuco e afeta os réus Romero Fittipaldi Pontual Filho, Nelson Nunes Canniza Neto, Valéria dos Santos Silva, Daniel Candido Xavier dos Santos e Rogério Lopes da Silva.

A decisão determina também que os donos da empresa deixem de participar de licitações que, inclusive, estejam em andamento. A determinação se baseia, ainda, no fato de que a Casa de Farinha sofreu alteração contratual e passou a chamar-se Plural Terceirizações e Serviços.

Na nota, a empresa afirmou que a decisão judicial compromete a volta do fornecimento de merenda escolar nas escolas que recebem os alimentos da empresa para merenda e o fornecimento de refeições para pacientes, internos e funcionários do Hospital dos Servidores do Estado.

Na prefeitura do Recife, segundo a empresa, 150 mil alunos recebem a merenda. A poucas semanas do início do ano letivo, a empresa afirmou que "não há tempo hábil para realização de uma nova contratação, com mobilização de estrutura para atender a rede de escolas que recebe refeição transportada de uma cozinha central".

A Casa de Farinha disse, ainda, que são necessários "mais de 4.000 m² de área de cozinha, estrutura de câmeras frigoríficas, 30 caldeirões industriais, 2.000 caixas térmicas para transporte, contratação de 1.000 merendeiras, 20 profissionais técnicos, criação de planos logísticos, entre outros".

Tags: Empregos, Carreiras, Concurso
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