Nordeste
Publicada em 10 de janeiro de 2019 às 22:46:23. Atualizada em 10 de janeiro de 2019 às 22:46:23.
Identificados, autores de vídeo xenofóbico pedem desculpas a nordestinos
O sócio de uma empresa de extração de pedras preciosas Lucas Paolinelli Campos e o professor do Instituto Federal de Minas Gerais Vinícius Silveira Raposo são os autores dos comentários contra nordestinos e nortistas
Por: Nordeste



Após a repercussão negativa do vídeo em que emitem comentários xenofóbicos contra nordestinos e nortistas, os homens que aparecem nas imagens foram identificados e vieram a público pedir desculpas. O primeiro é Lucas Paolinelli Campos, sócio da empresa mineira de extração de pedras preciosas Primus Gemstones. O segundo, que nas imagens veste a camisa do Atlético-MG, se chama Vinícius Silveira Raposo e é professor do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) - Campus Bambuí. 

Em nota de resposta assinada por ambos, eles pedem desculpas e explicam que as gravações foram feitas no dia 30 de dezembro de 2018 em uma roda de amigos. "[O vídeo] visava uma brincadeira privada, brincadeira essa que, reconhecemos ser infeliz e de péssimo gosto", diz o texto. 



"[A brincadeira] veiculada de forma descontextualizada, tomou proporções inimagináveis, motivo pelo qual, de pronto, a rechaçamos e manifestamos total retratação", acrescentam. Lucas e Vinícius pedem desculpas "a todos aqueles que, por qualquer motivo, se sentiram ofendidos com as palavras ditas (...) que não condizem com as nossas convicções".

Em nota de resposta enviada ao Portal FolhaPE, a empresa Primus Gemstones, da qual Lucas Campos é sócio, informou que "não compactua com nenhuma forma de discriminação ou preconceito de raça, cor, religião ou procedência nacional". A Primus alega que o sócio que aparece no vídeo estava fora do ambiente de trabalho e tais brincadeiras não representam os valores da empresa. 

Já o IFMG de Bambuí, onde Vinícius Raposo trabalha como professor, publicou uma nota de repúdio e afirmou que está tomando as providências legais cabíveis. "[A instituição] reafirma que essa postura não condiz com os [nossos] preceitos. Continuaremos lutando por uma educação inclusiva, livre de 'amarras' e pautada na ética, moral e civilidade", afirmaram.

Tags: Cotidiano, Brasil
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