Pernambuco
Publicada em 09 de agosto de 2018 às 04:25:10. Atualizada em 09 de agosto de 2018 às 04:25:10.
Presos de Pernambuco têm DNA cadastrado em banco de dados para solucionar crimes
Presos de Pernambuco têm DNA cadastrado em banco de dados para ajudar a polícia a solucionar crimes
Por: Redação PortalPE10 | | Fonte: G1


Presos que foram condenados em Pernambuco por crimes contra a vida ou hediondos têm DNA cadastrado  (Foto: Reprodução/TV Globo)

A polícia Científica realiza o cadastro de todos os detentos que foram condenados pela Justiça de Pernambuco para formar uma base de dados de DNA. O trabalho é feito por peritos do Instituto de Genética Forense, da Secretaria de Defesa Social, que cadastram o material genético de mais de 12 mil reeducandos condenados por crimes contra a vida, como assassinato e latrocínio, ou crimes hediondos, como estupro. 

O DNA pode ser comparado a uma impressão digital, por exemplo, e está presente nas células da pele, da raiz do cabelo, dos ossos, do sêmen, da saliva, dos músculos. Como o material genético nunca muda, serve para identificar uma pessoa e está ajudando a polícia e a Justiça a solucionar crimes no estado.



Desde 2012, uma lei federal permite que os peritos coletem material genético nos locais de crime e dos presos condenados pela Justiça. Esse material compõe um banco nacional de dados de DNA, com informações que podem servir para elucidar os crimes investigados pela polícia.

Em Pernambuco, o Laboratório de Genética Forense da Polícia Científica, onde são feitas as análises de DNA usadas nas investigações, já contribuiu para o esclarecimento de pelo menos dois crimes, desde 2017, quando começou a coleta para o banco de dados.

Segundo o perito criminal Carlos Souza, é preciso ter cuidado para que o material genético de uma pessoa não tenha contato com qualquer elemento do ambiente externo, para preservar a precisão da identificação.

“A gente tem que ter certeza que esse DNA é de uma fonte única, então não pode ter misturas. Tem que haver muito cuidado na hora da coleta, para que não tenha material genético do coletador nem material genético que esteja no ambiente”, afirmou.

O banco de informações de DNA do Brasil usa as mesmas tecnologias usadas pela Polícia Federal Americana (FBI), consideradas as mais modernas do mundo. Para funcionar, ele precisa ser alimentado por equipes policiais de todos os estados brasileiros e pela Polícia Federal.

Apesar disso, de acordo com a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais, apenas 2% dos perfis genéticos de criminosos que deveriam estar no sistema foram cadastrados. Pernambuco foi o estado que mais cadastrou as informações dos presidiários condenados desde que o banco de dados começou a funcionar.

Tags: Cotidiano,Brasil
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