Brasil
Publicada em 12 de janeiro de 2018 às 08:54:36. Atualizada em 12 de janeiro de 2018 às 08:54:36.
Polícia abre investigação após 'ranking do sexo' viralizar e expor moradoras
Caso ganhou repercussão após compartilhamentos de nomes com ofensas e intimidades sexuais em grupos de mensagens instant
Por: Marcos André | Fonte: G1


Lista viralizou e expôs mulheres moradoras de Muzambinho (Foto: Reprodução/WhatsApp)

A Polícia Civil abriu investigação sobre uma lista de que expôs mulheres e adolescentes de Muzambinho, cidade de 20 mil habitantes no Sul de Minas Gerais. As vítimas começaram a registrar boletim de ocorrência após uma publicação com os nomes viralizar na internet. As informações são do G1.

O raking denominado "TOP 100 Put...de Muzambinho" atribui adjetivos pejorativos às vítimas. Em alguns casos, os nomes são acompanhados por referências pessoais, como nome dos pais e local de trabalho, para não deixar dúvidas quanto à identidade.



O delegado Sílvio Sérgio Domingues, da Polícia Civil, afirma que listas do tipo têm se tornado comuns na na cidade. Os envolvidos podem responder por crimes como ameaça, calúnia, difamação, injúria e falsa identidade, caso sejam usados perfis falsos usados para compartilhar o conteúdo.

O ranking compartilhado traz o nome de mais de 100 mulheres de várias idades, casadas e solteiras, atribuindo a elas o adjetivo de "put..". Em vários dos nomes, o autor atribui às mulheres posições sexuais e ofensas, como "só tem cara de santa", "a pior", "quem nunca", além de várias outras com palavras de baixo calão.

A advogada Taysa Justimiano foi procurada por várias vítimas que pretendem denunciar o caso. Segundo a advogada, o primeiro passo será reunir as meninas que se sentiram lesadas e fazer todos os boletins de ocorrência.

“São muitas meninas, precisamos reunir todas as provas, como compartilhamentos, capturas de tela, tudo para localizar as pessoas que compartilharam, uma a uma, até a gente tentar encontrar quem foi que elaborou ou divulgou inicialmente esta lista”.


Lista atribuiu adjetivos pejorativos às moradoras (Foto: Reprodução/WhatsApp)

As vítimas informaram à advogada que já encontraram a publicação que teria começado o material que viralizou nas redes sociais. “Dias antes, algumas pessoas receberam mensagens informando que a lista seria divulgada em breve. Então, começaram a divulgar no WhatsApp, que foi a maior fonte de divulgação, e, depois, espalhou para o Facebook, onde se alastrou”.

Segundo a advogada, o passo seguinte será encaminhar o caso ao Judiciário. "Depois do boletim de ocorrência, a gente vai esperar a audiência preliminar, e, possivelmente, entramos com ação de indenização".

Tags: Cotidiano,Brasil
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