
Os venezuelanos começaram a formar filas em supermercados por todo o país no sábado (3) para estocar suprimentos, ao acordarem com a notícia de que os Estados Unidos haviam lançado ataques aéreos na capital e capturado o líder do país, Nicolás Maduro.
Enquanto muitas lojas em Caracas, a capital, estavam fechadas, algumas que abriram encontraram dezenas de pessoas já esperando do lado de fora.
As pessoas enchiam seus carrinhos com água, papel higiênico e outros produtos.
Poucos carros circulavam pelas ruas, e não havia sinais de transporte público. Áreas próximas a uma base militar que foi atacada estavam sem eletricidade.
Usuários de uma empresa privada de internet, a Vnet, relataram quedas no serviço.
No bairro Plaza Venezuela, em Caracas, Alondra, uma mulher de 32 anos que preferiu não divulgar seu sobrenome por medo, disse que acabara de voltar à capital após as férias de dezembro e não tinha comida em casa.
“Não estou feliz”, disse enquanto fazia compras. “Entendo o quão delicada é a situação, e tenho medo de que as coisas piorem no país.”
A tensão aumentava porque algumas pessoas furavam a fila, que não avançava.
“Já sofremos tanto”, acrescentou. “Estou me sentindo sem esperança, pensando que tudo pode piorar e que não vamos aguentar.
Vídeos de La Candelaria, no centro de Caracas, mostravam dezenas de pessoas em fila para comprar alimentos.
Em uma loja de um conjunto habitacional público na cidade, cerca de 10 pessoas aguardavam para encher galões de água.
c.2026 The New York Times Company

Moradores aguardam em fila em um supermercado em Caracas, Venezuela, no sábado. Venezuelanos lotaram as lojas após os ataques dos EUA no país e a remoção do presidente Nicolás Maduro. Crédito The New York Times











