
A alta nas vendas de veículos leves e pesados é uma boa surpresa para o setor automotivo. Tanto a Anfavea (associação das montadoras) como a Fenabrave (federação que reúne os distribuidores) preparam a revisão de suas projeções após os resultados alcançados no primeiro semestre.
Segundo dados baseados no Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores), foram comercializadas 1,42 milhão de unidades entre janeiro e junho, com crescimento de 18,4% na comparação com o mesmo período de 2025. O número inclui carros de passeio, comerciais leves, ônibus e caminhões.
Os motivos da alta em tempos de juros elevados no financiamento passam, sobretudo, pelas marcas chinesas. O aumento da concorrência em diferentes faixas de preços tem estimulado as empresas a oferecer descontos, valorização dos automóveis dados na troca e planos de parcelamento subsidiados.
O elétrico BYD Dolphin Mini segue líder no varejo, com 5.143 unidades emplacadas em junho. No geral, a montadora ocupa a quarta colocação em vendas no acumulado de 2026, com 107,4 mil carros faturados. O resultado em seis meses se aproxima do registrado durante todo o ano passado (112,8 mil emplacamentos).
De acordo com levantamento feito pela consultoria Bright, uma fatia de 19,7% das vendas em junho coube às marcas chinesas. É um novo recorde de participação, e com tendência de alta.
Lançado há um ano, o programa Carro Sustentável também segue como estímulo à comercialização de automóveis zero-quilômetro. Modelos compactos que atendem a metas de emissões e de conteúdo local seguem com isenção de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).








