Estudos mostram que a maioria dos rompimentos entre amigos não ocorre devido a grandes conflitos, como em um romance, mas como uma dissolução gradual
Historicamente, o amor romântico tem sido priorizado em relação ao amor de um amigo. O cinema é testemunha disso: para cada mil filmes que abordam o tema do desgosto amoroso, deve haver um que explore em profundidade o que acontece após o rompimento de uma amizade.
Cynthia Zaiatz, neuropsicóloga e chefe do departamento de saúde mental do Sanatório Modelo de Caseros, sugere que isso se deve em grande parte ao fato de um relacionamento amoroso trazer consigo a possibilidade de construir uma família (embora muitos casais já não busquem esse objetivo), enquanto a amizade não se caracteriza por um projeto de vida compartilhado.
— Muitas pessoas priorizam o relacionamento amoroso, deixando as amizades em segundo plano, por medo da solidão — observa Zaiatz.
Enquanto o término de um relacionamento amoroso segue um roteiro social — terapia de casal, infidelidade, separação, divórcio, luto, “ex”, entre outros rótulos que nomeiam o processo de fim de uma relação —, nas amizades não existem cláusulas, regras ou manuais para organizar a experiência emocional do fim de um vínculo. E, portanto, também não está claro o que é apropriado e o que não é.
Em um artigo publicado no PubMed, Grace Vieth, pesquisadora da Universidade de Minnesota, comenta sobre isso: “Muitas pessoas estão dispostas a resolver conflitos em um relacionamento amoroso, mas não em uma amizade”.
Ao analisar o fim de uma amizade, estudos em psicologia dos relacionamentos mostram que a maioria dos rompimentos não ocorre devido a grandes conflitos, sendo mais comum uma dissolução gradual. Nesse sentido, especialistas concordam que os motivos mais frequentes estão relacionados à passagem do tempo, mudanças e desequilíbrios no esforço investido na manutenção da relação, detalhando alguns deles a seguir:
Embora seja difícil de aceitar, o fim de uma amizade muitas vezes não acontece de forma compartilhada e, consequentemente, o processo de luto é completamente unilateral. Referindo-se a estudos que mostram que a repressão emocional pode levar ao isolamento, angústia e fadiga, Zaiatz enfatiza que “é importante reconhecer nossa perda e validar nossos sentimentos”.
— O encerramento pode ser interno, pessoal e intrínseco, sem contato com a outra pessoa, um processo de desapego e libertação. Isso implica uma grande dose de aceitação, em relação ao fato de que não seremos capazes de saber ou compreender tudo — afirma Gavric Berrios.
Dependendo do tipo de relacionamento, do nível de conflito e da disponibilidade emocional de ambas as partes, uma conversa final pode ser apropriada.
— Conversar é útil quando há possibilidade de escuta mútua, quando o término foi confuso e quando ambas as partes buscam clareza sobre o que aconteceu para alcançar paz de espírito e cura emocional. Não é aconselhável quando a dinâmica é desigual, manipuladora ou violenta. Também não é recomendado quando a outra pessoa se recusa a admitir sua parcela de responsabilidade na situação. Nesses casos, a conversa só seria dolorosa, sem possibilidade de resolução — diz a psicóloga.
Zaiatz e Nasimbera listam uma série de 10 recursos emocionais para superar o vazio que surge com o fim de uma amizade:
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