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VAI DELATAR: Principal operador da fraude no INSS confessa crimes, fecha delação e promete entregar nomes

Em | Da Redação

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VAI DELATAR: Principal operador da fraude no INSS confessa crimes, fecha delação e promete entregar nomes
O empresário Maurício Camisotti durante evento em São Paulo – Ronny Santos – 20.set.23/Folhapress

Empresário Maurício Camisotti, apontado como um dos principais beneficiários do esquema da fraude no INSS, firmou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF). No documento, ele admite a existência de irregularidades e se compromete a apresentar provas e identificar outros envolvidos.

Camisotti foi preso em setembro de 2025, durante uma das fases da operação conduzida pela PF que investigou o esquema de descontos irregulares no INSS. Ele foi detido no mesmo dia do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como intermediário entre entidades e servidores da autarquia. Até o momento, o empresário segue preso preventivamente, embora a defesa tenha solicitado a conversão da detenção em prisão domiciliar no âmbito do acordo de delação.

Camisotti é descrito pelos investigadores como peça central do chamado “núcleo financeiro” da organização criminosa. A delação, a primeira no âmbito da investigação, foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) e aguarda homologação do ministro André Mendonça. O acordo também deverá passar pela análise da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Como funcionava a fraude da fraude no INSS

As investigações apontam que o esquema consistia na aplicação de descontos mensais em benefícios de aposentados e pensionistas sem autorização. Entidades formalmente constituídas firmavam acordos com o INSS para oferecer supostos serviços aos segurados, mas, na prática, funcionavam como instrumentos para a cobrança indevida.

Entre as organizações sob suspeita está a Ambec (Associação de Aposentados Mutualista para Benefícios Coletivos), que recebeu cerca de R$ 400 milhões em repasses do INSS entre 2023 e 2025. Parte desses valores teria sido direcionada a empresas ligadas a Camisotti, levantando suspeitas de lavagem de dinheiro.

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