Pernambuco

Por unanimidade,TSE cassa mandatos de prefeito e vice-prefeito de Água Preta

TSE cassa mandatos de prefeito e vice-prefeito de Água Preta (PE)

Em | Da Redação

Atualizado em

Por unanimidade,TSE cassa mandatos de prefeito e vice-prefeito de Água Preta
Noé Magalhães e o vice-prefeito Neto Cavalcante em Água Preta/Arquivo PortalPE10 2020

Por unanimidade de votos, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou os mandatos de Noelino Magalhães de Oliveira Lyra e Teodorino Alves Cavalcanti Neto, eleitos prefeito e vice-prefeito em Água Preta (PE). Eles foram afastados devido a práticas de abuso de poder econômico e compra de votos nas Eleições 2020.

A Corte declarou ambos inelegíveis por oito anos e determinou a imediata comunicação ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) para a adoção das providências cabíveis para uma nova eleição para os cargos.Noé Magalhães e Neto Cavalcante estão inelegíveis até 2028.

O Plenário tomou a decisão nesta quinta-feira (23) ao acolher recurso apresentado por Antônio Marcos de Melo Fragoso Lima, então candidato a prefeito da localidade. O TRE de Pernambuco havia rejeitado o pedido de cassação por entender que não foram apresentadas provas robustas sobre os delitos eleitorais apontados.

Noé Magalhães e o vice-prefeito Neto Cavalcante em Água Preta/Arquivo PortalPE10 2020

Condutas irregulares

No entanto, para o relator do caso no TSE, ministro Raul Araújo, provas documentais e testemunhais atestam diversas práticas irregulares cometidas pela chapa, tais como conexões com grupo empresarial, distribuição gratuita de atendimento médico à população com finalidade eleitoral e uso excessivo de recursos financeiros, entre outras.

“Verificou-se uma conexão indissociável entre o candidato que encabeçou a chapa majoritária e o grupo empresarial que carrega seu nome de urna, objetivando utilizar uma série de ações benéficas para a população local como meio de obter vantagem eleitoral”, concluiu o ministro Raul Araújo.

Além da cassação dos mandatos, a Justiça aplicou aos gestores a sanção de inelegibilidade para as eleições a se realizarem nos oito anos subsequentes às eleições 2020. Noé Magalhães e Neto Cavalcante estão inelegíveis até 2028.

O PortalPE10 tenta contato com a defesa das pessoas mencionadas na reportagem

Em atualização

 

 

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