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Três pessoas feridas em deslizamento de barreira que atingiu duas casas em Tamandaré deixam hospital

Em | Da Redação

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Três pessoas feridas em deslizamento de barreira que atingiu duas casas em Tamandaré deixam hospital
Localidade conhecida como Suvaco da cobra Oitizeiro em Tamandaré, na Mata Sul.

Três das nove pessoas feridas em um deslizamento de barreira que atingiu duas casas na comunidade do Oitizeiro, em Tamandaré, no Litoral Sul de Pernambuco, receberam alta na tarde desta quarta-feira (8). Maria José Galdino, de 35 anos, Alessandra Maria Galdino, 30, e Valquíria Maria da Silva, 28, estavam internadas no Hospital José Múcio Monteiro, na cidade, desde a terça (7), quando a encosta desabou.

Chovia bastante quando aconteceu o acidente, por volta das 7h. Segundo a prefeitura, as pessoas feridas são de uma mesma família. No Recife, um adolescente morreu após ser soterrado em outro deslizamento que ocorreu no mesmo dia.

Desde o fim de maio, os temporais deixaram 129 óbitos e mais de 128 mil desabrigados e desalojados em Pernambuco.

De acordo com a unidade de saúde de Tamandaré, Angélica Maria Galdino, de 40 anos, foi transferida para o Hospital da Restauração (HR), na área central do Recife, na manhã desta quarta, para se submeter a exames.

Além dela, Jonatas José de França, de 15 anos, foi encaminhado para o Hospital Regional de Palmares, na Zona da Mata Sul, para avaliação da ortopedia.

José Apolônio Galdino, de 83 anos, continua internado e em observação na mesma unidade de saúde. O quadro de saúde dele é considerado estável.

José Lopes da Silva, 38, que foi encaminhado na terça para o Hospital Dom Hélder, no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, passou por drenagem no tórax e cirurgia na orelha. O estado de saúde dele é considerado estável. Não há previsão de alta.

Os filhos dele, José Lopes da Silva Filho, 11, e José Carlos Lopes, 13, estão no HR e, segundo a unidade de saúde, continuam estáveis, em observação na emergência pediátrica.

Entenda o caso

Quando a barreira deslizou, as vítimas ficaram soterradas e foram retiradas dos escombros por moradores da região. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) levou os feridos para o Hospital José Múcio Monteiro, no Centro do município (veja vídeo acima).

De lá, três pacientes que estavam mais graves foram encaminhados para unidades de saúde no Grande Recife.

Segundo a Defesa Civil do município, houve outro deslizamento de barreira na sexta-feira (3). Uma casa foi atingida e, por isso, as famílias foram orientadas a sair do local. Uma das moradias atingidas estava vazia, justamente por causa disso.

Músico e morador da comunidade de Oitizeiro, Marcos José da Silva precisou sair às pressas com a mulher no mesmo dia, já que ela tinha uma cirurgia em Olinda, na Região Metropolitana. Levou um susto quando tudo caiu.

“Só ouvi a zoada quando caiu a barreira e todo mundo desceu. Eu corri e chamei meu filho. Minha nora estava passando roupa e, infelizmente, não teve tempo de nada. A minha casa está aí. Vou ver se tiro as coisas ainda hoje e vejo o que sobrou. Do jeito que está, a gente não pode ficar. Além do risco, não tenho para onde ir de jeito nenhum, infelizmente. A situação da gente aqui é difícil”, disse.

Muita gente ficou desabrigada. De acordo com a Prefeitura de Tamandaré, 50 famílias estão recebendo aluguel social. A prefeitura afirmou que donos de imóveis querem receber o pagamento do aluguel adiantado, mas isso não está previsto em contrato.

Solidariedade

Após deslizamento de barreira, moradores de Tamandaré recebem doações

Um dia após o deslizamento, o que prevalece no município são ações de solidariedade. Mais de duas mil pessoas foram afetadas pela chuva, de acordo com a Secretaria de Assistência Social de Tamandaré.

Por causa disso, a Paróquia de São Pedro resolveu começar uma campanha, com vizinhos, fiéis e toda a comunidade para ajudar quem está mais precisando.

A matriz de São Pedro virou ponto para doação de roupas e 120 cestas básicas. A solidariedade é uma atitude que sempre faz a diferença na vida das pessoas.

A campanha conta com a ação de muito voluntários. A dona de casa Rosilene Gomes da Silva, voluntária no abrigo da igreja, abraçou a missão e foi ajudar. Moradora de Tamandaré, ela viu os vizinhos perderem tudo.

“Desde as 5h40 estou aqui. É uma alegria poder ajudar, dar o pouco e ver a alegria estampada no rosto de cada criança, cada mãe que está passando por necessidade”, afirmou.

De acordo com o pároco de Tamandaré, o padre Arlindo Matos, toda ajuda é bem-vinda. Ele afirmou que, mesmo em um momento de muita angústia, muita gente foi para a igreja para ver como poderia ajudar.

“Muita gente veio cozinhar para fazer as quentinhas e levar porque o pessoal não tem condições de fazer nada. A força do povo é fantástica e a solidariedade agora é a nossa principal arma. Em um pequeno gesto a gente traz um sorriso”, disse.

*As informações são do G1.

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