
O número de mortes provocadas pelas chuvas em Juiz de Fora e Ubá, na Região da Zona da Mata, em Minas Gerais, subiu para 72, após dois corpos serem encontrados pelas autoridades neste sábado (28), um em cada cidade.
Em Juiz de Fora, foi encontrado no bairro Paineiras o menino Pietro, de nove anos, que era autista e estava em casa no momento do deslizamento, onde também foram encontrados os corpos da mãe, do padrasto, avó e a irmã Sofia. Hoje, pela manhã, o corpo do cachorro da família também foi encontrado.
Todos foram atingidos pela queda da barreira. O Corpo de Bombeiros havia trabalhado com a hipótese de que o menino pudesse ter se assustado com os estalos ouvidos por moradores segundos antes do desabamento. Com a confirmação, Juiz de Fora passa a registrar 65 mortes pela tragédia.
Em Ubá, são sete mortes confirmadas e uma pessoa ainda segue desaparecida. As equipes estão mobilizadas nas áreas atingidas, enquanto a cidade tenta começar o processo de reconstrução após uma das maiores tragédias já registradas na região.
O que provocou a chuva
De acordo com o coordenador-geral do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Marcelo Celutci, a tragédia foi resultado da combinação de uma massa de ar muito úmida, a passagem de uma frente fria e a temperatura do mar acima do normal, o que aumenta a instabilidade atmosférica e favorece chuvas intensas a qualquer momento.
Apesar da previsão ampla, os eventos extremos tendem a ser localizados, e Juiz de Fora foi mais afetada por fatores como topografia complexa e encostas voltadas para o oceano, que recebem diretamente a umidade marítima.









